Apesar de ter desacelerado, o mercado de trabalho formal registrou saldo positivo em março, com a criação de 184.140 empregos com carteira assinada no país. Em Jaraguá do Sul, este saldo foi de 1.241 vagas, quase 12 vezes o saldo de março de 2020, de 106 postos.

Resultado de 1.608.007 admissões e 1.423.867 desligamentos, o número é 53,4% menor que as mais de 395 mil vagas abertas em fevereiro (total revisado), quando o resultado foi recorde histórico.

Os números foram divulgados pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia na quarta-feira (28), e são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

No primeiro trimestre do ano, o Brasil acumula criação de 837.074 vagas de trabalho formal, quase oito vezes o registrado no mesmo período do ano passado.

Tanto no trimestre como no resultado mensal, o saldo foi puxado pelo setor de serviços, que sozinho criou 95.553 empregos em março e 341.246 no acumulado dos três primeiros meses. Os números surpreendem, já que o setor é um dos mais afetados pelas medidas de distanciamento social.

Os demais setores da atividade econômica também registraram saldo positivo em março e no acumulado do ano. Os menores saldos foram na agropecuária, setor que liderou a criação de empregos formais no ano passado, com 3.535 e 60.575 vagas em março e no primeiro trimestre, respectivamente.

De acordo com o Ministério da Economia, 3.152.722 trabalhadores tiveram seu emprego garantido em março por conta de acordo realizado em 2020 por meio do programa de proteção e manutenção do emprego, o BEm.

Considerado bem-sucedido para a preservação do emprego em meio à crise econômica, o BEm será reeditado. No ano passado, 9.849.114 trabalhadores realizaram 20.120.310 acordos. Destes, 8.765.794 foram de suspensão e 11.171.947 foram de redução de jornada e salários. Os outros 182.569 são de trabalho intermitente.

Contratação de domésticas diminui

A população ocupada em trabalhos domésticos remunerados está encontrando menos oportunidades de emprego. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a quantidade de pessoas empregadas no setor caiu de 6,4 milhões, no quarto trimestre de 2019, para 4,9 milhões no mesmo período do ano passado.

A queda, de 23,4%, é superior à diminuição de ocupação no quadro geral no país: no quarto trimestre de 2019, haviam 94,5 milhões de pessoas ocupadas no Brasil; já no mesmo período de 2020, esse número era de 86,2 milhões, uma queda de 8,7%.

Os dados do Dieese, divulgados na quarta-feira (27), são baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

B3 abre com problemas

Um problema de sistemas, que teria sido causado pela queda de um data center, impediu a abertura de vários papéis na B3, a Bolsa de Valores Brasileira, segundo informações da Exame e do Brazil Journal.

No Ibovespa, oito das 82 ações ficaram paralisadas por uma hora depois da abertura do pregão. Foram elas: Hypera (HYPE3), Marfrig (MRFG3), Natura (NTCO3), Pão de Açúcar (PCAR3), Qualicorp (QUAL3), Localiza (RENT3), Pão de Açúcar e Sabesp (SBSP3).

Com isso, o primeiro negócio com esses papéis foi visto apenas às 11h. A B3 ainda não esclareceu as causas do problema.

 

Expectativa em queda

O ritmo da vacinação e a segunda onda da Covid-19 derrubaram a expectativa do brasileiro em uma retomada mais rápida da economia, segundo a terceira edição da pesquisa “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O ritmo de vacinação foi um dos pontos mais críticos: 83% dos entrevistados consideram o ritmo de vacinação no Brasil lento e 35% das pessoas que ainda não foram imunizadas não têm expectativa de serem vacinadas esse ano.

A pesquisa foi encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, e revela que 71% das pessoas consideram que a economia vai levar pelo menos um ano para se recuperar. Foram entrevistadas 2.010 pessoas, entre 16 e 20 de abril deste ano. Em julho de 2020, eram 61%. Essa pergunta não foi feita na primeira edição.