O tempo médio para a abertura de uma empresa no país é três vezes menor do que no início de 2019, ficando em menos de dois dias. Em 2019, o prazo médio era de cinco dias e nove horas e, atualmente, está em 47 horas. Os dados constam da plataforma Governo Digital, ligada ao Ministério da Economia.

Segundo a plataforma, a redução deve-se a medidas de simplificação, à integração digital entre as 27 juntas comerciais e adesão à plataforma Gov.BR.

Essa agilidade já é uma realidade em Jaraguá do Sul: segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Daniel Arruda, o Município vem trabalhando continuamente no sentido de desburocratizar o processo de abertura de empresas. Segundo o secretário, dentre as últimas iniciativas vale destacar o projeto de lei que permite o cadastro de ofício de MEIs que criarem o seu CNPJ no portal federal Gov.br.

Com isso, será possível realizar o cadastro municipal de forma automática. Isso é possível em razão da integração dos dados entre o governo federal e o Município.

Graças a processos de análise automatizado de dados integrados, Jaraguá do Sul já cadastra empresas consideradas de baixo risco em menos de 24h. "Atualmente estimamos que o tempo médio para a abertura de empresas no município esteja entre 1 a 2 dias úteis", completa Arruda.

Os dados do governo federal mostram que, atualmente, 23 das 27 juntas comerciais já usam a assinatura do Gov.BR para a formalização dos novos negócios. A medida, entre outros pontos, ajuda a reduzir tempo e custos, uma vez que não é mais necessário despender recursos com reconhecimento de firma ou com certificado digital para abrir ou alterar os registros de uma empresa.

 

Duas Rodas

A multinacional Duas Rodas, de Jaraguá do Sul, líder nacional na fabricação de aromas e ingredientes para a indústria de alimentos e bebidas, foi reconhecida pelo Prêmio Valor Inovação Brasil 2021 como uma das empresas mais inovadoras do país pelo sexto ano consecutivo, em um ranking ao lado de 150 corporações.

 

"Exagero", diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera equivocada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, pela aceleração do ritmo de aumento da taxa básica de juros (Selic) para 1,50 ponto percentual. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 6,25% para 7,75% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam reajuste para 7,5% ao ano .

Pouco impacto, diz Anefac

A alta da taxa Selic (juros básicos da economia), decidida na quarta-feira (27) pelo Banco Central, terá pouco impacto sobre as taxas cobradas dos consumidores e das empresas, avalia a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).