O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas teve, em agosto, alta de 2,7 pontos. Assim, o indicador - elaborado numa parceria entre a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) - atingiu 100,6 pontos, melhor marca desde novembro de 2013 - e o primeiro retorno à zona positiva do indicador, de 0 a 200 pontos.

Indicadores acima de 100 pontos apontam tendência de crescimento.

A melhora na confiança dos empresários em agosto foi puxada pela alta no comércio: 5,4 pontos. O setor de serviços teve elevação de 0,5 ponto no mês e a indústria da transformação registrou a segunda queda consecutiva: 1,4 ponto.

A alta do comércio das micro e pequenas empresas foi maior que a do comércio em geral, que teve elevação de 4,3 pontos em agosto. O índice de confiança das empresas em geral cresceu 2,2 pontos no mês, ficando em 100,8 pontos.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, “a confiança das micro e pequenas empresas retornou para a trajetória de recuperação iniciada em fevereiro”. Na avaliação dele, o índice, ao superar a marca de 100 pontos, que indica a neutralidade, mostra uma perspectiva dos empresários de melhoria do cenário econômico.

“Ajudaram nesse resultado recursos disponibilizados pelo governo, a melhoria do mercado de trabalho e a desaceleração dos preços”, finalizou.

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) registrou queda de 0,36% em agosto, após recuo de 0,68% em julho, quando a taxa foi a menor desde o início da pesquisa, em janeiro de 1980. Com isso, a inflação acumula alta de 4,39% no ano e de 8,73% em 12 meses. Os dados foram divulgados na sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, disse que a desaceleração na deflação foi influenciada pela tarifa da energia elétrica e pelo preço dos combustíveis.

Shopee

A Shopee, braço de comércio eletrônico da Sea, disse aos funcionários na quinta-feira que estava encerrando as operações de Chile, Colômbia e México e deixando a Argentina, segundo reportagem de Fanny Potkin e Kenneth Li, da Reuters. Segundo os jornalistas, a empresa com sede em Cingapura manterá operações internacionais nos três primeiros mercados. As operações no Brasil, no qual o Shopee se tornou um player dominante, não serão afetadas.

Voos

O número de chegadas de voos internacionais ao Brasil, em agosto deste ano, foi o maior já registrado desde o início da pandemia de Covid-19.

Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), somente no mês passado houve 4.003 desembarques, o que representa 80,71% da capacidade demonstrada em 2019. Comparado a agosto de 2021, foi registrado de 232,35% nas conectividades internacionais.

Cartórios

Dentre as 13 mil serventias existentes no País, três cartórios de Santa Catarina estão no topo do ranking de qualidade nacional que acaba de ser divulgado pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), com base em auditorias realizadas de forma independente pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER Brasil), com apoio da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ).

Dividindo o primeiro lugar estão o 1° Ofício de Registro de Imóveis de Joinville e o 1° Tabelionato de Notas e Protesto de Palhoça, ao lado do 1° Ofício de Registro de Imóveis de Belo Horizonte (MG).

Habitação

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) regulamentou o uso de valores das emendas parlamentares, definidas no Orçamento da União, para subsidiar programas de habitação popular. A portaria foi publicada na quinta-feira (8) no Diário Oficial da União. Segundo a pasta, a medida visa ampliar o acesso da população ao financiamento habitacional em operações de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O texto estipula que os valores das emendas serão utilizados para reduzir ou eliminar o valor de entrada que o mutuário deve pagar para ter acesso ao imóvel.