A Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) e a Fecomércio de Santa Catarina divulgaram, nesta segunda-feira (22), um estudo de 56 páginas trazendo um cenário geral da economia catarinense e o do impacto da pandemia do coronavírus sobre a mesma, focando particularmente no setor turístico.

Segundo o estudo, excluindo os setores de supermercados e farmácias, as atividades comerciais de Santa Catarina registravam na data final do estudo, 23 de março, uma queda de 57% no faturamento em comparação com a média diária. No setor de turismo, a queda chegava a 83%.

O Impacto é sentido também no número de passageiros registrado na primeira quinzena de março de 2020: foram 516 mil passageiros no mês, contra quase 3 milhões no mesmo mês de 2019.

O levantamento ressalta que, com um número estimado de 16,3 milhões de visitantes em 2019, o turismo ocupa posição de destaque na economia catarinense. O setor responde por 12% do PIB estadual e R$ 630 milhões em arrecadação de ICMS em 2019.

A movimentação econômica das atividades turísticas, entre 2018 e 2020, foi de aproximadamente R$ 33 bilhões, conforme levantamentos das duas entidades. O número considera ocupação hoteleira, visitação a atrativos e realização de feiras e eventos.

Além das cifras positivas, o estado tem a seu favor a imagem de qualidade e segurança dos produtos e destinos turísticos, reconhecida com inúmeros prêmios, como o título de “Melhor Estado Brasileiro para Viajar”, da revista Viagem e Turismo. Santa Catarina conquistou o troféu 12 vezes.

As 13 regiões turísticas abrigam perto de 400 atrativos de destaque e quase 3,5 mil pontos turísticos, conforme mapeamento realizado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

A característica transversal do turismo, que interage com mais de 50 atividades produtivas, explica porque a pandemia afetou de forma significativa centenas de pessoas, que repentinamente se confrontaram com um cenário de incertezas quanto a empregos e salários.

Segundo registros da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), são cerca de 100 mil empresas vinculadas ao turismo, com um perfil predominante de microempresas e microempreendedores individuais (MEI).

Credito facilitado

As micro e pequenas empresas que fazem parte da cadeia produtiva de grandes setores da economia terão acesso a crédito facilitado pelo Programa Crédito Cadeias Produtivas do BNDES, anunciou a instituição na última sexta-feira (19).

A parceria entre o BNDES e o Sebrae deve disponibilizar até R$ 200 milhões em crédito para empresas âncora que, por sua vez, repassarão os recursos aos seus fornecedores e distribuidores.

Devolução de auxílio

O governo federal recebeu de volta, até a última sexta-feira (19), R$ 39,6 milhões correspondentes ao pagamento de auxílio emergencial a pessoas que não se enquadravam nos critérios.

Foram, no total, 47,7 mil pessoas que fizeram a devolução do benefício.

Segundo o governo, entre aqueles que recebem o benefício equivocadamente, existem os que se enganam, outros que agem de má-fé e um terceiro grupo incluído de forma equivocada.

Ordem do Mérito

Os homenageados pela Fiesc com a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina de 2020 serão Gelson Dalla Costa (Apti Alimentos – Chapecó), Júlio André Ruas Tedesco (Grupo Tedesco – Caçador), Ricardo Minatto Brandão (Brametal – Criciúma), Salézio José Martins (Grupo Kyly – Pomerode) e Sirivaldo José Barbieri (Baterias Pioneiro – Treze Tílias).

O anúncio foi realizado na sexta-feira (19), em reunião de diretoria da entidade, quando os nomes selecionados pela comissão especial foram aprovados. Os empresários serão reconhecidos em solenidade que será realizada em data ainda a ser definida, em função do cenário de pandemia.

Confiança em alta

O Índice de Confiança da Indústria, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve um aumento de 15,2 pontos na prévia de junho deste ano, em comparação com o dado consolidado de maio deste ano. Com o resultado, o indicador atingiu 76,6 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

O avanço da confiança em junho é resultado da melhora da avaliação dos empresários em relação ao presente e, principalmente, da confiança para os próximos três e seis meses.

 

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