A Câmara dos Deputados adiou mais uma vez a votação do Projeto de Lei 2337/21, do Poder Executivo, a base do pacote da reforma tributária. A principal alteração no texto é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de R$ 1.903,98 para R$ 2.500 mensais, correção de 31,3%. Igual índice é usado para reajustar a parcela a deduzir por aposentados com 65 anos ou mais.

As demais faixas terão reajuste entre 13,2% e 13,6%, enquanto as parcelas a deduzir aumentam de 16% a 31%. Deduções com dependentes e educação continuam no mesmo valor.

Além disto, o texto trata da cobrança do tributo sobre lucros e dividendos distribuídos pelas empresas a acionistas, diminuição do Imposto de Renda das empresas e cancelamento de alguns benefícios fiscais. As informações são da Agência Câmara.

O texto foi retirado da pauta do Plenário com o voto favorável de 390 deputados e 99 contrários. É a segunda vez que a votação é adiada – o projeto já estava na pauta da última quinta-feira (12). Quem pediu o novo adiamento foi o líder da Minoria, deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ). “Está atravancado este debate no Plenário, por isso faço um apelo. A gente pode avançar ainda sobre o texto”, disse.

O líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), defendeu a medida. “O deputado Freixo propôs que ganhássemos um tempo para chegar ao entendimento. Temos divergências com esse texto, em especial em relação a eventuais perdas que estados e municípios tenham. Há muitos destaques que podem desvirtuar o equilíbrio do que foi garantido”, disse.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), voltou a falar que não haverá consenso sobre a reforma tributária por se tratar de um tema muito complexo. “Esse não é um assunto fácil: mexe com finanças, com tributos, com o sistema de taxação de grandes dividendos”, disse.

Crédito imobiliário

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, apresentou na terça-feira (17) um balanço de sua gestão à frente do banco estatal e destacou alguns dos principais números da companhia. Segundo ele, a carteira de crédito habitacional do banco soma atualmente um volume R$ 528,9 bilhões, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país.

MBI

O Instituto da Indústria Eggon João da Silva, mantido pela Fiesc, deu início na segunda-feira (16) ao curso MBI (Master Business Innovation) em energias renováveis e mobilidade elétrica. Essa é a primeira iniciativa da unidade instalada em Jaraguá do Sul desde outubro de 2020 e integrante da rede de institutos superiores voltados ao desenvolvimento da indústria catarinense.

Padrão

Os laboratórios e empresas certificadoras de todo o Brasil já estão preparados e com a infraestrutura adequada para adotar o novo padrão de consumo de refrigeradores estabelecido pelo Inmetro. A partir de 1º de julho de 2022, haverá três novas classificações de refrigeradores, com reduções de 10% a 30% no consumo em comparação com modelos atuais.

Confiança

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de agosto mostrou novo avanço, com o terceiro crescimento consecutivo no ano. Dessa vez, o aumento é de 4,3% na comparação com o mês anterior, alcançando 115 pontos, expressivamente acima da zona considerada de satisfação.

Conta de luz

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na terça-feira (17), o resultado da Revisão Tarifária Periódica da Celesc Distribuição S.A – distribuidora que atende a cerca de três milhões de unidades consumidoras catarinenses. O órgão autorizou a empresa catarinense a reajustar a tarifa em 5,65%, em média. O percentual entre em vigor a partir do próximo domingo (22).

Prêmio

O Prêmio ABII 2021 está com inscrições abertas para a segunda rodada. Voltado para aplicações de internet industrial, qualquer empresa que fornece soluções ou está sendo transformada pela indústria 4.0 pode participar com seu case nesta segunda etapa.

Operações suspeitas

De janeiro a julho deste ano, os bancos brasileiros já comunicaram ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quase a mesma quantidade de operações com indícios de crimes financeiros que reportaram durante todo o ano passado. Nos primeiros sete meses deste ano foram feitas 234.336 comunicações de operações suspeitas (COS) ao Coaf – o número equivale a quase 95% das 248.989 notificações feitas ao longo de 2020.