A prestação de contas de arrecadação e gastos da Prefeitura de Jaraguá do Sul no 2° quadrimestre de 2020 mostrou uma pequena melhora na arrecadação depois de um período de três meses em queda.

O controlador municipal Mário Lemke apresentou números que mostram uma queda significativa nos impostos coletados entre abril e junho de 2020, seguida de uma retomada.

Porém, Lemke afirma que ainda é cedo para ter noção do impacto que a Covid-19 causará na economia do município e do país.

Abril a junho registrou uma redução significativa em vários impostos - a ponto de situações sem precedentes serem registradas, como uma arrecadação do ICMS abaixo de R$ 10 milhões, registrada em maio.

"Para se ter uma ideia, em janeiro tivemos R$ 15,6 milhões de ICMS, que caiu para R$ 9,853 em maio", explica.

ICMS, Fundeb, ISSQN e ITBI foram tributos que tiveram esse comportamento de grande queda por três meses e ligeira retomada.

As despesas com Saúde, do início do ano até agosto, foram as maiores, chegando a R$ 118 milhões. Urbanismo e Saneamento tiveram despesas de R$ 112 mi e Educação R$ 89 milhões.

Como ainda é difícil afirmar que a retomada vista na segunda metade do quadrimestre seja perene, Lemke reforça a importância da estratégia atual da prefeitura, de manter reserva em caixa para garantir a liquidez para pagar servidores e fornecedores.

"Não sabemos ainda se não vai haver uma volta do quadro de retração da economia e se a pandemia está passando ou não", explica.

Restituição do IR

Os contribuintes que não informaram a conta bancária ou informaram a conta errada na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) poderão agendar a restituição pela internet.

Banco centralizador do processamento das restituições da Receita Federal, o Banco do Brasil (BB) permitiu que não correntistas resolvam a situação no portal da instituição financeira.

Quem não tem conta no BB poderá fazer o agendamento no portal bb.com.br/irpf, na opção “Consulte sua restituição de Imposto de Renda”.

Ao inserir os dados bancários corretos, o crédito para o contribuinte será feito no dia útil seguinte na conta de qualquer instituição financeira em nome do declarante.

Auxílio emergencial

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a partir desta quarta-feira (30) a extensão do auxílio emergencial, no valor de R$ 300 (ou R$ 600 para mães de família monoparentais).

As informações sobre o calendário de pagamentos foram detalhadas neta terça-feira (29) pela Caixa em entrevista coletiva.

Ao todo, cerca de 3,6 milhões de beneficiários nascidos em janeiro terão o benefício creditado nesta quarta-feira na poupança digital da instituição, acessada pelo aplicativo Caixa TEM.

Desse total, 1,4 milhão são de pessoas que ainda estão recebendo uma das cinco parcelas do auxílio de R$ 600, enquanto 2,2 milhões já fazem parte do grupo do auxílio residual de R$ 300.

Ao todo, de outubro a dezembro, cerca de 27 milhões de beneficiários que se cadastraram por meios digitais ou que integram o Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) vão receber o benefício residual de R$ 300.

Contas públicas registram déficit

As contas públicas registraram em agosto saldo negativo recorde, devido às despesas extraordinárias necessárias para o enfrentamento da pandemia da Covid-19.

O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou déficit primário de R$ 87,594 bilhões no mês passado, o maior resultado negativo para o mês da série histórica iniciada em dezembro de 2001.

Em agosto de 2019, o déficit primário foi de R$ 13,448 bilhões. Os dados foram divulgados na quarta-feira (30) pelo Banco Central (BC).

Na palma da mão

A Amazon anunciou nesta terça-feira (29), uma nova tecnologia de pagamentos, sob o nome de Amazon One, que usa a impressão única da palma das mãos para o reconhecimento de usuário e processamento de pagamento.

Por ora, a tecnologia será usada em duas lojas Amazon Go em Seattle, com inclusão de outras lojas da rede nos próximos meses.

Segundo a Amazon, futuramente a tecnologia deve ser usada em outros serviços além de pagamentos na corporação.

Black Friday

Volta a circular a lenda, sem base histórica, de que o termo Black Friday seria referente à "uma liquidação de escravos".

A fake news já havia dado as caras no ano passado, e havia então sido refutado pelo e-farsas, o Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo.

Agora, volta a circular após uma grande rede varejista afirmar que não usará mais o termo por "não ter comprovação de que essa não seria a origem do termo", mesmo com múltiplas fontes indicando que as primeiras menções ao termo são posteriores ao fim do comércio de escravos - e suas primeiras associações com promoções datam da década de 1970.

Antes desta associação, estavam ligadas a quebras no mercado do ouro, no século XIX, e aos tumultos ligados a vendas de fim de ano, na década de 1950.

Que informações falsas abundem não é novidade - mas que pautem decisões corporativas em cima de um "mas vai que é verdade", mesmo ante a múltiplas fontes refutando a informação é uma curiosa inversão do curso: geralmente se encomenda informação para justificar uma decisão, não toma-se decisões em cima de boatos de internet.

Desemprego

A taxa de desemprego fechou o trimestre encerrado em junho em seu maior nível histórico: 13,8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa foi divulgada na manhã desta quarta-feira.

A pesquisa é realizada desde 2012. No trimestre anterior, a taxa de desocupação havia encerrado em 12,6%.

São 13,1 milhões de desempregados no país, 561 mil pessoas a mais que o registrado no mesmo trimestre do ano passado, quando a taxa de desocupação era de 11,8%.

 

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