O volume de vendas do comércio varejista brasileiro teve alta de 3,4% na passagem de julho para agosto deste ano.

Com o resultado, o indicador atingiu o maior patamar da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), iniciada em 2000, ficando 2,6% acima do recorde anterior, de outubro de 2014.

O aumento na movimentação reflete dois movimentos distintos afetando o varejo: a flexibilização das regras de enfrentamento da pandemia da Covid-19 e, em paralelo, a crescente fadiga de isolamento que tem aumentado a disposição popular para sair do isolamento após sete meses de confinamento.

Essa foi a quarta alta consecutiva do indicador, depois dos recuos de 2,4% em março e de 16,7% em abril, devido ao início das medidas de isolamento adotadas por causa da pandemia de Covid-19.

O varejo também registrou altas de 5,6% na média móvel trimestral, de 6,1% na comparação com agosto de 2019 e de 0,5% em 12 meses. No acumulado do ano, no entanto, teve queda de 0,9%.

As tendências do comércio refletem a retomada do consumo de bens duráveis perdida na pandemia e o consumo de equipamentos para trabalho em casa: Na passagem de julho para agosto, cinco das oito atividades do comércio varejista tiveram alta: tecidos, vestuário e calçados (30,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,4%), móveis e eletrodomésticos (4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,5%) e combustíveis e lubrificantes (1,3%).

Ao mesmo tempo, houve perdas nos segmentos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (-1,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-24,7%).

Estes dois últimos grupos refletem a mudança de mentalidade após sete meses de isolamento, reduzindo as compras "de estoque" nos mercados e o consumo de literatura, que havia crescido no isolamento. Tradicionalmente averso a leitura, o consumidor brasileiro abandonou os livros tão logo pôde voltar a outras atividades

Safra em Alta

A estimativa para a safra nacional de grãos, que já estava em patamar recorde, foi elevada novamente e deve chegar a 252 milhões de toneladas em 2020, ficando 4,4% acima da colheita de 2019.

Os dados constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A projeção para a área a ser colhida foi de 65,2 milhões de hectares, crescimento de 3,1% (2 milhões de hectares) frente à área colhida em 2019.

ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia nesta quinta-feira (8) uma consulta pública sobre a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde que devem ser cobertos pelos planos de saúde nos próximos dois anos.

Esta é uma das etapas finais do processo de revisão da lista de cobertura para o ciclo 2019/2020.

As contribuições pode ser enviadas até o dia 21 de novembro, pelo site da agência.

Indústria em alta

O setor industrial nacional teve alta em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), na passagem de julho para agosto.

O resultado mostra que seis locais já superaram o patamar pré-pandemia da covid-19: Amazonas (7,6%), Pará (5,5%) Ceará (5%), Goiás (3,9%), Minas Gerais (2,6%) e Pernambuco (0,7%) estão acima do nível de produção de fevereiro de 2020. Santa Catarina segue abaixo dos níveis pré-pandemia.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

ANP reduz percentual de biodiesel

Está publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (8) a resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que autorizou a redução do percentual de mistura mínima obrigatória do biodiesel ao diesel comercializado no país, de 12% para 11%. A medida terá validade no período de 1º de novembro a 31 de dezembro deste ano.

O objetivo da redução temporária é garantir o abastecimento interno de diesel B (o diesel já misturado com biodiesel).

Desde janeiro de 2008, todo o óleo diesel comercializado no país precisa ser misturado ao biodiesel.

O percentual de adição de biodiesel ao diesel puro começou com 2% e foi crescendo até chegar a 12% em março deste ano.

 

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