O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu na quarta-feira (15) elevar a taxa Selic, de juros básicos da economia, de 12,75% para 13,25% ao ano. Depois de dois aumentos seguidos de 1 ponto percentual, a taxa foi elevada em 0,5 ponto.

A Associação Empresarial de Jaraguá do Sul vê o novo aumento da Taxa Selic como um movimento preocupante para a economia. A presidente da Acijs e do Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, Ana Clara Franzner Chiodini, avalia a decisão do Copom de elevar a Taxa Selic a 13,25% ao ano como um movimento preocupante no atual cenário econômico do País.

Ana Clara lembra que esse é o décimo primeiro aumento consecutivo da Selic, chegando ao maior patamar de juros desde 2016. Os juros altos, pondera, têm sido um inibidor do desenvolvimento, comprometendo a capacidade de investimentos no setor produtivo.

“Hoje o acesso ao crédito é um dos maiores desafios das empresas e os aumentos sucessivos e expressivos da taxa básica de juros geram preocupação até para a manutenção dos negócios”, diz a empresária, posicionando a manifestação da Acijs ao lado de posições adotados pelas principais entidades representativas do setor produtivo do Brasil, como já declararam Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjam).

Segundo Ana Clara, a decisão do Copom impacta diretamente nos custos financeiros das empresas e também na sua capacidade de fazer investimentos. “Com esse cenário de juros o desafio para viabilizar investimentos é cada vez maior por parte da iniciativa privada. Essa desaceleração de investimentos pode ter impactos significativos na oferta de produtos, ganho de produtividade, competitividade das empresas brasileiras e até mesmo de modernizações nas suas estruturas”, completa.

A preocupação da classe empresarial é apoiada no crescimento da Taxa Selic que, de janeiro a maio de 2021 havia chegado a 0,96%, e no mesmo período, de janeiro a maio de 2022 é de 4,31%, com uma variação de 350%.

O aumento da taxa Selic (juros básicos da economia) para 13,25% ao ano foi recebido com críticas pelo setor produtivo. Para entidades da indústria, a decisão equivocada e prejudicará a recuperação da economia.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que a taxa Selic está num nível que inibe a atividade econômica. Para a entidade, os aumentos realizados neste ano se refletem em uma taxa real (juros menos a inflação) elevada, num momento em que a inflação começa a desacelerar.

Bagagem

O presidente Jair Bolsonaro sancionou projeto de lei que altera a legislação do setor aéreo, mas vetou o retorno do despacho gratuito de bagagem. A volta do despacho de bagagem foi incluído no texto da Medida Provisória (MP) 1089/2021, conhecida como MP do Voo Simples, e aprovada no fim de maio pela Câmara dos Deputados.

WEG

A oferta de geração de energia elétrica por meio de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) no Brasil vem se intensificando, sendo esta, extremamente necessária para suprir as demandas energéticas do país. A WEG, já consolidada neste mercado, recentemente realizou a entrega operacional da CGH São Domingos do Prata, localizada no estado do Rio Grande do Sul.

Construção

Em sua trigésima edição, divulgada esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) revela que, em 2020, primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, o setor da construção envolveu um total de 131,8 mil empresas ativas que empregaram 2 milhões de pessoas, às quais foram pagos R$ 58,7 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Securitização

A Câmara dos Deputados aprovou esta semana a medida provisória que estabelece um marco regulatório das companhias securitizadoras e cria a Letra de Risco de Seguro (LRS). A matéria segue para o Senado. A MP foi editada em março pelo governo federal para atualizar regras anteriormente dispersas em vários tipos de legislação. O texto define regras para a securitização (conversão) de direitos creditórios (créditos que um produtor tem direito a receber e que podem ser usados para converter dívidas em títulos rurais).

Fornecimento naval

O estaleiro da Thyssenkrupp em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, vai ser o responsável pela construção de quatro navios de guerra que vão integrar a frota da Marinha. Serão quatro navios Classe Tamandaré de última geração, com entrega prevista entre 2025 e 2028. A empresa planeja a contratação de 800 funcionários para atender as demandas da marinha.