A discussão sobre o possível aumento do número de cadeiras na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul voltou à tona nesta semana.

Entra ano e sai ano esse é um assunto que está sempre presente nos corredores do Legislativo. Muitos vereadores conversam entre si e se mostram favoráveis à iniciativa, mas cobrados pela imprensa, recuam ao ver que a medida não conta com simpatia popular.

 

 

Atendendo pedido da coluna, o repórter de economia Pedro Leal fez os cálculos de coeficiente eleitoral e chegou aos oito nomes que teriam sido eleitos em 2016 se o município tivesse 19 cadeiras legislativas.

Além de Anderson Kassner (PP), Natalia Petry (MDB), Marcelindo Gruner (PTB), Rogério Jung (MDB), Pedro Garcia (MDB), Celestino Klinkosky (PP), Eugênio Juraszek (PP), Ademar Winter (PSDB), Ronaldo Magal (PSD), Arlindo Rincos (PSD) e Dico Moser (PSDB), teriam alcançado uma cadeira na Câmara na eleição de 2016:

  • Antonio Barabax (PSB)
  • Israel Cani (PSC)
  • Anoar Batisti (PCdoB)
  • Jackson Ávila (MDB)
  • Jair Alquini (PSD)
  • Jocimar Lima (PSDC)
  • Luiz Fernando Almeida (PP)
  • Adilson Braun (PROS)
  • Rogério Torres (PSC)

População não quer aumento

Em época de crise econômica, corte de investimentos públicos e desemprego, somado ao descrédito crescente da classe política, fica mesmo difícil debater qualquer assunto neste sentido.

Tudo parece corporativismo e tentativa de salvar a própria pele. E, para maioria, realmente são esses os interesses que rondam a medida.

Depois de descartar em entrevista à coluna a possibilidade da Câmara aprovar neste ano projeto para aumentar de 11 para 19 vagas parlamentares, o presidente Marcelindo Gruner, contudo, disse que esse é um tema que terá que ser debatido.

Na visão dele, com 200 mil habitantes o município não poderá mais ficar com apenas 11 representantes no Legislativo. Pela taxa populacional, já poderiam ser 19 vereadores na Câmara.

Acontece que o custo com os oito vereadores a mais seria de R$ 2,7 milhões ao ano, segundo cálculos apresentados por Anderson Kassner (PP), incluindo dois assessores e despesas de gabinete na conta. É muito dinheiro em época de escassez.

Por outro lado, com 11 cadeiras e uma média de 50% de reeleição, fica mesmo difícil o surgimento de lideranças novas, de pessoas que não fazem e nunca fizeram parte do mundo político.

O grande problema é que a comunidade não consegue enxergar benefícios do trabalho parlamentar. Enquanto isso não mudar, o projeto para aumentar cadeiras não passa. Vai ter pressão, vai ter rejeição, vai ter protesto.

PT murchou

Impressionante o desempenho do PT na eleição de 2016. O partido que já chegou a ocupar três cadeiras na Câmara nem com 19 vagas teria conseguido uma vaga. Somou apenas 2.338 votos.

O coeficiente eleitoral daquele ano foi 5089. O mais votado do partido foi o ex-vereador Justino da Luz, com 769 sufrágios.

Frente regional

Com apoio de outros três parlamentares ligados às regiões Norte e Nordeste do estado, o deputado Vicente Caropreso (PSDB) requereu, na Assembleia Legislativa, a constituição da Frente Parlamentar das regiões Norte e Nordeste.

O objetivo é unir forças na defesa das demandas das regiões, e acompanhar a distribuição estratégica de recursos e ações do Estado.

“Muitas coisas migraram apenas para as cidades de Mafra e Joinville. Nós temos que saber como ficam os outros municípios da região. Temos que ver também a questão da manutenção das rodovias estaduais que realmente estão um caos em nossa região” argumenta o jaraguaense.

A Frente Parlamentar fará a primeira reunião na próxima terça-feira, os representantes das associações de municípios e das prefeituras foram convidados para participar.

É pouco, mas melhorou

A presença feminina nos legislativos estaduais e do Distrito Federal ainda é pequena, mas aumentou 32,48% nas eleições de 2018 em relação ao pleito eleitoral de 2014.

Na eleição do ano passado, das 1.059 cadeiras em disputa, 155 foram conquistadas por mulheres, ante 117 na eleição anterior – um saldo positivo de 38 cadeiras. Percentualmente, elas passaram de 11,05% para 14,64%.

Expectativa de solução

Prefeito de Guaramirim Luís Antônio Chiodini (PP) espera ter uma resposta efetiva do governo do estado sobre a SC-108 no começo da próxima semana.

A reclamação e moradores das ruas utilizadas como rota de desvio é constante e justificada.

Sem aposentadoria especial

Os deputados federais Carlos Chiodini (MDB) e Fabio Schiochet (PSL) anunciaram nesta semana que abriram mão da aposentadoria especial, um conjunto de regras para aposentadoria dos atuais e de ex-integrantes do Congresso, optando pelo INSS.

Em tempos de reforma da previdência, espera-se que os outros parlamentares sigam o exemplo.

 

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