A passagem de Luís Fernando Almeida (PP) pela Câmara de Vereadores será curta, apenas um mês. Porém, o período foi suficiente para que o jovem parlamentar de 26 anos causasse polêmica. O ex-presidente do DCE da Católica, responsável pelas denúncias de nepotismo no governo de Cecília Konell, assumiu a cadeira de suplente no dia 4 de abril no lugar de Eugenio Juraszek, também do PP, já cobrando proporcionalidade nas comissões e questionando a necessidade da Casa ter um carro que ele considera de luxo para levar os vereadores a cursos e reuniões. E ontem Almeida mais uma vez mostrou que chegou ao Legislativo sem medo do embate e propôs uma resolução que estipula um teto máximo de R$ 150 de gastos que cada vereador pode ter ao mês com celular. O que extrapolar o montante será cobrado na folha de pagamento do parlamentar no mês seguinte.

Em fevereiro, nenhum vereador gastou menos de R$ 200 com o telefone móvel, a conta maior ficou em R$ 451, com exceção de Eugênio Juraszek e Jair Pedri que não utilizam o telefone da Câmara. Mas em outros meses alguns vereadores chegaram a gastar perto de mil reais com telefone.

Ao subir na tribuna, Almeida já previa que a ideia não agradaria os seus pares. A proposta foi duramente criticada e certamente não será levada adiante. Porém, se o limite de gastos foi rejeitado, a proposta serviu para levar ao plenário o debate necessário sobre o trato do dinheiro público. O celular cedido pela Câmara e com a conta paga pelo contribuinte não é para atender interesses pessoais dos vereadores e sim para facilitar que ele cumpra com seu dever que é servir à sociedade. Almeida chegou com ímpeto ao Legislativo o que muitas vezes incomoda quem está acostumado a não ser questionado. Em menos de 30 dias, o parlamentar protocolou 23 projetos de lei, é mais do que a maioria dos vereadores apresentaram durante todo o mandato. Se lhe falta experiência, tem lhe sobrado vontade.

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Foto: Divulgação
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CPI tem primeira reunião
O deputado Vicente Caropreso (PSDB) presidiu ontem a primeira reunião da CPI dos Medicamentos. O grupo definiu o esquema de trabalho e as convocações. Serão chamados representantes do laboratório Central do estado, da Vigilância em Saúde e da Vigilância Sanitária, alé dos presidentes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e do Conselho regional e Farmácia. Estimativa aponta que 20% dos medicamentos vendidos no Brasil são falsificados, a maioria anabolizantes e remédios para emagrecer.

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Inquérito aberto
O Ministério Público instaurou inquérito civil para investigar a regularidade do projeto “Prevenção de Cheias” que contempla a retirada de 676.100m³ de material de cursos d’água no Município de Corupá.

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Ávila perde
A juíza Candida Brugnoli determinou que o presidente da Câmara José de Ávila recontrate imediatamente Dino Moreira, chefe de gabinete da vereadora Natália Petry (PMDB).  Moreira denunciou Ávila à Justiça por contratação irregular e foi demitido por ele dias depois. Na sentença, a juíza lembra que o cargo de gabinete é de exclusiva responsabilidade do vereador, no caso de Natália.

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