A eleição já acabou, mas os ânimos acalorados e as discussões parecem não ter fim. A nomeação de Gleison Collares para gerência regional de Educação do Estado em Jaraguá do Sul abriu mais um capítulo desta disputa. A escolha deixou alguns professores assustados.

A categoria se reuniu na noite de ontem para discutir um movimento de oposição, com objetivo de pressionar o governador Carlos Moisés a rever a decisão.

O nível vulgar das postagens de Collares nas redes sociais é combustível para a revolta. E não se trata de uma questão de direita ou esquerda como ele tenta fazer parecer ao jogar para torcida ainda animada pelo pleito.

O novo gerente de educação não tem educação para ocupar um cargo de tamanha importância, requisito que deveria ser fundamental para escolha.

Collares não sabe dialogar com quem pensa diferente, trata de ofender como fez quando chamou na página do Facebook do OCP de esclerosado o deputado estadual Vicente Caropreso, simplesmente porque o tucano não pensa como ele e tem uma posição contrária a projetos como o Escola sem Partido.

Posturas como a de Collares, aliás, desmontam a tese de que o que se quer é verdadeiramente uma escola sem doutrinação.

Além da falta de educação e respeito de quem deveria justamente dar exemplo, as declarações do novo gerente são prova de falta de traquejo político, o que pode acabar prejudicando o governo.

Não satisfeito em ofender o único deputado estadual da região, em outras postagens, Collares diz que depois do fim do PT, está na hora de acabar com PSD e MDB. Ele só esquece que o PSL tem minoria e precisa construir uma base para governar.

Ex-assessor de Rincos

Gleison Collares não é novo no meio político. Na legislatura passada, ele trabalhava como assessor de Arlindo Rincos na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul. Chegou a ser diretor da Casa e, após ser exonerado, denunciou Rincos por supostamente cobrar parte do seu salário.

Na época, Collares afirmou não ter testemunhas sobre o repasse. O caso gerou a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador, que depois foi arquivada pela Justiça por desrespeito aos ritos legais.

Paulo Bauer no governo Bolsonaro

O ex-senador Paulo Bauer (PSDB) assume, na próxima segunda-feira (3), a Secretaria Especial da Casa Civil para o Senado Federal.

Ele será nomeador pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para cuidar dos interesses dos senadores no Palácio do Planalto acompanhando seus trabalhos, realizando o encaminhamento e apoio às reivindicações feitas por eles junto aos Órgãos da Administração Federal.

A indicação ao nome de Paulo Bauer foi do ministro da casa Civil Onixz Lorenzoni.

“Fui escolhido por ele porque tenho experiência de oito anos no Senado, conheço o suficiente da administração pública e do Congresso Nacional para desenvolver um bom trabalho”, afirmou o tucano à reportagem do OCP.

Câmaras retomam sessões

Acontece nesta sexta-feira às 18h a primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Guaramirim. Na terça-feira será a vez do Legislativo de Jaraguá do Sul voltar aos trabalhos.

Posse

Nesta sexta-feira tomam posse os parlamentares eleitos em outubro. O índice de renovação é recorde. Dos 40 deputados estaduais, 22 perdem suas cadeiras, dos 16 federais, 11 não retornam a Brasília.

O resultado é parte da onda PSL, mas também fruto da própria incapacidade de parte importante da classe política em entender os pedidos da sociedade por renovação na forma de fazer política.

Representatividade

Entre os deputados que serão empossados hoje estão os federais Carlos Chiodini (MDB) e Fabio Schiochet (PSL) e o deputado estadual reeleito Vicente Caropreso (PSDB).

Embora cada um deles tenha seja de uma linha ideológica diferente, o que se espera é união nas lutas comuns do Vale do Itapocu.

A oportunidade de ter dois representantes em Brasília trazendo resultados práticos não pode ser perdida por egos ou interesses eleitorais do futuro.

Em Brasília

O vice-prefeito Udo Wagner (PP) está em Brasília. Lá ele acompanha hoje a posse do senador e correligionário Esperidião Amin. Amin é um dos candidatos para presidir a Casa, mas deve enfrentar nomes como o de Renan Calheiros (MDB).

 

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