O assunto da semana foi a votação no plenário da Câmara sobre os cursos que vereadores e servidores comissionados desejavam fazer agora na reta final do mandato. Das três resoluções, somente uma foi aprovada. O resultado provou mais uma vez que a opinião pública tem força sim e é esse o sentido da democracia, que não se resume a teclar um número na urna. Um dos vídeos postados nas redes sociais do OCPonline teve mais de dez mil visualizações até o início da tarde de ontem. Foram centenas de comentários somando todas as publicações sobre o assunto. Os vereadores precisam entender que foram eleitos para servir a sociedade e não se servir dela. Na era da tecnologia, será que é válido o dinheiro público, que está escasso, bancar curso, estadia e diária para indicado político que daqui dois meses vai deixar o cargo? Ou então bancar o mesmo para vereador que é alvo de comissão processante, que também está a dois meses para deixar a cadeira, fazer o mesmo? Alguma empresa privada pagaria uma especialização para um funcionário que está de saída? Basta um pouco de bom senso e consciência para saber que não. Este é um exemplo que deve ser absorvido pelos parlamentares que assumem suas cadeiras em janeiro. Os últimos quatro anos foram marcados por muitas polêmicas na Câmara e por uma política que muitas vezes não se pautou pelo bem comum. É preciso virar a página e melhorar o nível.

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Os votos e as diárias
Corrigindo placar da votação sobre resolução que autoriza Arlindo Rincos (PSD) e seu assessor a fazer curso em Curitiba, votaram favoráveis, além do próprio Rincos, Jair Pedri (PSD), Jeferson Oliveira (PSD), João Fiamoncini (PSD), Jocimar Lima (PSDC) e, no desempate, José de Ávila garantiu a autorização para viagem. Na outra ponta, se manifestaram contra o pagamento de viagem e diárias com recursos públicos a essa altura do campeonato, Ademar Winter (PSDB), Natália Petry (PMDB), Hideraldo Colle (PMDB), Eugênio Juraszek (PP) e Amarildo Sarti (PSDB).  A coluna errou na edição de ontem ao afirmar que Winter votou favorável. Aliás, o tucano garante que em sete legislaturas nunca fez um curso sequer bancado com dinheiro público. “Desafio quem quiser a tentar achar uma nota minha”, brinca.

 

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Terreno para delegacia
Vereadora Natália Petry (PMDB) solicitou na tribuna que o presidente da Casa, José de Ávila (PSC), coloque em votação com agilidade projeto de lei do Executivo que autoriza a Prefeitura a doar um terreno de quase mil metros quadrados, ao lado da delegacia regional, para o Estado construir ali uma nova delegacia. 


linha azul escuraNovo organograma
O prefeito eleito Antídio Lunelli (PMDB) e sua equipe de transição já começaram a montar o novo organograma. Enxugar a estrutura é uma das prioridades. A tendência é que Cultura, Esporte e Turismo sejam unificados em uma só fundação, o Planejamento e Urbanismo devem fazer parte do Instituto Jourdan, e o Desenvolvimento Econômico deve absorver Agricultura e Meio Ambiente. Já as secretarias de Fazenda e Administração devem voltar a ser separadas.
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Possível concorrente ao governo do Estado pelo PSD, em 2018, o presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merísio esteve na tarde de quinta-feira em Guaramirim para participar ao lado do prefeito Lauro Fröhlich (PSD) da entrega de matrículas para mais de 700 famílias do município, de sete bairros, dentro do programa Lar Legal. “Este momento sela um grande compromisso assumido com a comunidade lá atrás, quando ainda era tempo de campanha, em 2011, nos empenhamos para que ele acontecesse e aconteceu”,  comemorou Fröhlich.

linha azul escuraEm Foco

Presidente do DEM, Ademar Possamai, deve conversar com o grupo que saiu do PSDB na próxima semana.

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Embalado pelos bons
resultados obtidos pelo PP, o prefeito Dieter Janssen tem aproveitado os fins de semana para visitar aliados e marcar presença em eventos pela região. Vai fortalecendo o nome para 2018.

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Além do PSD, que já
indicou Jair Pedri para o cargo, o PSDB também tem intenção de voltar a comandar a ADR. E ainda tem o PMDB, maior aliado hoje do governo de Raimundo Colombo, e o PP, que nas eleições municipais esteve com
o PSD em diversos municípios.

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Vereadores criticam nos
bastidores proposta do Cejas
de diminuir percentual de receitas que é repassado da Prefeitura para o Legislativo. Mas alguns presidentes utilizam as sobras de maneira política. Agora mesmo, sabendo que o município
deve a alguns fornecedores, o presidente da Câmara, José de Ávila, permanece sentado em cima de R$ 3 a R$ 4 milhões
que poderiam aliviar o caixa.

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Osvaldo Jurck (PSDB) vai sentar com os partidos aliados na próxima semana para dar início à formação do seu novo governo. Jurck diz que é preciso avaliar também os erros e acertos do atual mandato antes de tomar uma decisão.

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Com empresa escolhida e
obra anunciada, a duplicação do trecho urbano da BR-280 continua só na promessa e sem perspectiva de início imediato.