Inicia-se mais um ano letivo, e com ele, a esperança de que a educação seja a grande propulsora da transformação que desejamos para nossa nação. O momento se faz oportuno para uma reflexão. De antemão, deve-se admitir que o Brasil sempre foi um país de prioridades desordenadas, e com a educação isso nunca foi diferente. Alimenta-se, doravante, a esperança de um novo olhar para ela, desprovido de ideologias partidárias e doutrinação de qualquer sorte. Vislumbra-se um modelo em que o aluno possa ser protagonista de seu aprendizado, para que se tenha, então, uma educação sadia, formadora e emancipadora.

A educação que se almeja deve se sustentar em “parceria ideal”, onde pais, escolas, professores e alunos, encontram-se conectados e comprometidos com objetivos, valores e perspectivas convergentes, falando uma linguagem acessível e sensata, dividindo tarefas distintas, mas, comungando responsabilidades comuns, com vistas à formação e evolução.

No entanto, urge se refletir sobre a desfavorável condição do professor, enquanto personagem fundamental nesse processo transformador. Vive-se numa sociedade caracterizada pela pressa e imediato retorno. Logo, as indagações a serem feitas são: que tempo está se dando aos filhos? que tempo está se dando à escola dos filhos? que valor está se dando ao professor? Quantos pais recomendariam a carreira de professor aos filhos?

Então, antes de se sonhar com a “escola ideal”, há que se sonhar com a “parceria ideal”. E na educação, “parceria ideal” demanda “tempo” por parte dos envolvidos na missão. “Tempo” para planejamento, diálogo, acompanhamento, avaliação, participação, doação e reflexão. Deste modo, os filhos serão educados para a vida, e terão assegurada a base para a felicidade.