Repercutiu no meio político e social, o episódio ocorrido no bairro Rio da Luz, no último domingo (9), em que o diretor de obras da Prefeitura de Jaraguá do Sul, suplente de vereador e ex-vice-prefeito Jaime Negherbon (MDB), foi cobrado, com agressão física, por promessas feitas aos moradores daquela localidade.

De antemão salienta-se que, qualquer cobrança de qualquer direito, efetuada com violência, não é legítima, e deverá ser punida com o rigor da lei. No entanto, oportuno se faz uma reflexão acerca da motivação do ato. Embora o modus operandi seja repudiado, há uma mensagem a ser absorvida deste episódio: não há mais espaço e tolerância para as velhas práticas políticas. Por outro lado, exige-se mais critério e responsabilidade na escolha, por parte do eleitor.

Considerando que a maioria dos eleitores não tenha ciência do que faz um vereador, um deputado ou senador, tampouco as atribuições e competências de cada instituição ou poder da República, muitos candidatos tiram proveito dessa condição para apresentar propostas ou promessas que sequer estão em sua alçada. Embora deva-se alertar que ninguém pode alegar desconhecimento da lei, o ‘velho político’ que ainda se vale desta artimanha, também comete violência contra a dignidade do eleitor mais humilde. Com isso estará, também, negligenciando o limite da paciência do cidadão, que está mais informado, mais consciente, mais crítico e mais exigente.

Por fim, deve-se evidenciar que, nesse processo, a responsabilidade é mútua. Significa dizer que, se o candidato promete e não cumpre, é porque o eleitor assim permite, já que o poder do voto lhe pertence. O referido episódio é o fiel retrato da falta de transparência na política que, por sua vez, potencializa o risco da violência. Então, aos políticos da nova geração, sugere-se atenção para a seguinte mensagem: o novo eleitor exige fair play (jogo limpo) na política.