A pequena Isabella Lux, ou simplesmente Bella, é especial em todos os sentidos. Ela tem 10 anos e nasceu de parto prematuro, como se o mundo precisasse dela com urgência. De fato, quem a conhece, logo se convence disso. Ela perdeu a visão quando recém-nascida, mas, aprendeu enxergar o mundo que poucos que veem enxergam. Uma prova disso, é que não há livro em braille que ela já não tenha lido. Mas há uma prova muito maior: ela é feliz.

Por ser tão inspiradora, Bella inspirou um documentário curta metragem, fundamentado em crônica do escritor e colunista Nelson Pereira, que a descobriu, e também em matéria jornalística de Natália Trentini, ambos do jornal OCP. O documentário, cujos trabalhos de filmagem aconteceram na última semana, apresentará o cotidiano de Bella, seus sonhos, objetivos, habilidades e, sobretudo, sua sensível e intensa relação com o mundo.

O curta, que será exibido no Festival de Cinema de Jaraguá, em maio de 2020, além de estimular a produção audiovisual na cidade, pretende promover uma reflexão sobre a essência da vida e, notadamente, sobre a questão da inclusão. A realidade nos mostra que a sociedade ainda não é inclusiva. Também cabe aqui uma prova disso: No mundo de Bella, essa devoradora de livros, infelizmente, há carência de literatura em braille.

A sociedade ainda precisa superar limitações estruturais e de caráter preconceituoso para quem é diferente mas não pode ser desigual.