• Nossa Educação: o que diria Manuel Bandeira?

A manchete de capa do O Correio do Povo, edição nº 2.971, de 28 de janeiro de 1978, anunciava a mediocridade da educação brasileira. Detalhe intrigante: em plena era Geisel, diga-se de passagem. A matéria, muito bem produzida para a época, estampava uma situação nada distante da realidade atual.

Se na época o clássico poema “Camelôs”, de Manuel Bandeira, fora interpretado por um vestibulando camelo, hoje, temos o modesto Vietnã, com IDH inferior ao do Brasil, nos revelando que alunos com melhor desempenho em aprendizado daqui, nivelam-se a alunos de pior desempenho de lá.

Enquanto por aqui se discute escola sem partido, ‘escola com partido’, ideologia de gênero, ‘gênero sem ideologia’, por lá investe-se em recursos didáticos, pedagógicos, tecnológicos, e valoriza-se o professor. Em síntese, se lá a educação é prioridade, por aqui nunca foi. Ademais, por aqui ainda se torce o nariz para meritocracia.

Caro leitor, para você, “As lições do vestibular de 78” que ainda valem para hoje. Boa leitura!