Editorial OCP News
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Por Nelson Luiz Pereira - conselheiro editorial do OCP

A elite política brasileira, amparada pelo Congresso Nacional e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adiou as eleições de 2020. O 1º e 2º turnos, originalmente, datados para 4 e 25 de outubro, foram adiados para 15 e 29 de novembro, respectivamente.

Para se ter uma ideia da distância que há entre a vontade do povo e a vontade da elite política, o adiamento que, dada as circunstâncias da crise pandêmica, deveria ser de dois anos, será de um mês. Ironicamente, os congressistas do país vice-campeão do mundo em mortes pela Covid-19, consideram essa decisão um grande serviço à Nação.

A declaração do vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (Republicanos-SP), é prova disso: “a beleza da democracia está no diálogo e deve prevalecer.” Cabe então a seguinte indagação: diálogo com quem? A “cúpula” convexa, com seus 513 deputados, não deveria significar, em sua essência, que aquele plenário está aberto ao impacto direto dos anseios, ideologias, tendências e paixões do povo? Ou, em síntese, a Câmara dos Deputados não representa a vontade do povo, assim como o Senado, com seus 81 integrantes, representa a vontade do Estado?

O que percebemos, entretanto, é uma mera estrutura arquitetônica decorativa, uma utopia. Se real fosse, ou, se essa “concha” convexa, de fato, reverberasse a vontade do povo, as eleições seriam concentradas em 2022, e os bilionários fundos partidários seriam destinados ao amparo da fragilizada sociedade.

Se essa “bacia” convexa cumprisse sua verdadeira função existencial, entenderia que ao longo do corrente ano, além da dor das perdas de vidas, as prioridades dos cidadãos são de preservar ou recuperar a saúde, empregos e os negócios, sendo as eleições a última prioridade

 

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