De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), acidentes de trânsito representam a 3ª causa de mortes no mundo. Se olharmos só para nosso quintal, somos o 5º país que mais mata no trânsito. A tragédia maior é que já nos acostumamos com essa condição. Se focalizarmos, particularmente, Jaraguá do Sul, veremos que o ano de 2020 se inicia com estatística nada animadora.

Embora nossa cidade se classifique, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre as 20 cidades com mais de 100 mil habitantes do país, menos violentas no trânsito, isso não significa que nossa estatística seja branda ou exemplar. Sempre precisamos melhorar, sendo o ponto de partida, a mudança de atitude.

Tendemos, errônea e inconscientemente, a considerar o acidente de trânsito como sendo uma fatalidade. Não é. Estudos e pesquisas dos órgãos de segurança pública, dão conta de que “um acidente é resultado de uma situação de risco proveniente de um ou mais fatores contribuintes”. Esses fatores adversos, segundo esses estudos, “são relacionados à via e/ou meio ambiente, aos veículos e, principalmente, ao próprio comportamento das pessoas, o chamado fator humano”. Temos, então, a falta de atenção como a principal causa, seguida pela desobediência à sinalização e pela direção sob o efeito de álcool.

A humanização do trânsito nos impõe uma reflexão mais profunda. O modelo de sociedade da pressa que não nos leva, essencialmente, a lugar algum, nos faz reféns dos veículos e nos torna condutores ofensivos. Isso não faz o menor sentido. Conclui-se assim, que a paz que almejamos no trânsito, requer um "pisar no freio" comportamental por parte de todos: pedestres, ciclistas, passageiros e condutores.