Todos os caminhos levam a 30ª Schützenfest. Pesquisas sustentam que as raízes da Schützenfest são medievais, originadas na Bélgica, Holanda, França e mais tarde, por volta do século 14, na Alemanha.

Raízes estas, alastradas além-mares por imigrantes que disseminaram respectiva cultura em algumas regiões de nosso estado a partir de 1850. Aqui em nossa cidade ela foi instituída em 1989 pela Associação dos Clubes e Sociedades de Caça e Tiro do Vale do Itapocú (ACSCTVI).

Seguindo fielmente sua inovadora proposta de festa ‘familiar germanizada’, nossa Schützenfest (festa do tiro) abriu sua 30ª edição na quinta feira (8) com o ‘primeiro tiro na mosca’.

O clima vibrante, participativo e entusiástico da abertura, corrobora o que proclamou o presidente da CCO – Comissão Central Organizadora, Alcides João Pavanello, dirigindo-se ao Prefeito Antídio Lunelli: “Graças à Deus, o espaço está se tornando pequeno”. Seguindo o ritmo de cada edição, certamente seu encerramento no domingo (18), também registrará recordes e sucesso absoluto em todos os quesitos.

Tenho sustentado que o “tiro na mosca”, por parte dos mentores, tem se dado pela precisão da mira em cinco alvos vitais: i) o resgate de sua identidade; ii) a sua logística e auto sustentação; iii) a alteração de sua data para novembro; iv) o seu constante aprimoramento a cada edição; e v) a lisura das ações norteadas por seu regulamento.

No contexto geral, o fato relevante é que as pessoas já não vão a uma festa ocasional, elas vão à Schützenfest. Um ambiente familiar de entretenimento, seguro, organizado, limpo, com o concorrido tiro ao alvo, gastronomia, bebida, música, dança, desfiles e, obviamente, o brilho encantador da festa: a simpatia e beleza das majestades.

Particularmente, como pai de rainha, ou ‘bobo da corte’, acompanhar o reinado da filha e rainha Paula Pereira juntamente com as belas 1ª princesa Julia Cristina Beuettgen e 2ª princesa Nicolle Chuika, tem sido a ‘cereja do bolo’ desta festa. Enfim, um evento inteiramente típico e envolvente. Famílias caracteristicamente trajadas são cenas cada vez mais comuns, dando originalidade à festa.

É gratificante perceber a gradativa adesão de nossa gente a essa nova proposta da festa, provando que as raízes culturais de uma comunidade traduzem sua identidade. É a convicção de que manter viva a memória histórica, valorizando a cultura, representa a forma mais autêntica e legítima de preservar e dar sentido ao que somos; nossas características, costumes, valores e expressões.

Portanto, já não participamos de uma simples “festa”, mas, vivenciamos, desfrutamos e testemunhamos uma “típica manifestação cultural festiva”, para orgulho coletivo. Parabéns Prefeitura Municipal, Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, CCO e voluntariado, por mais um notável trabalho que se inicia. ‘Ein prosit’.