A síndrome pré-menstrual (SPM), também conhecida como tensão pré-menstrual (TPM), é representada por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais, que apresentam caráter cíclico e recorrente.
Eles se iniciam na semana anterior à menstruação e se aliviam com o início do fluxo menstrual. Esses sintomas ocorrem de uma a duas semanas antes do início da menstruação, sendo tipicamente grave o suficiente para interferir em alguns aspectos da vida.
Essa condição de saúde acomete cerca de 75% a 80% das mulheres em idade reprodutiva e tem grande variação no número, duração e gravidade dos sintomas. A forma mais grave atinge cerca de 3% a 8% das mulheres e os sintomas estão relacionados ao humor, como déficit de funcionamento social, profissional e familiar.
As causas podem estar relacionadas com a atividade cíclica ovariana e os efeitos dos hormônios femininos no cérebro.
Os sinais e sintomas que geralmente aparecem são: aumento do tamanho e da sensibilidade das mamas; dor e inchaço nas pernas e, às vezes, no corpo todo; ganho de peso; dor de cabeça; cansaço; aumento do volume abdominal; espinhas (acne); ansiedade; irritabilidade; depressão; mudanças de humor; baixa autoestima e alteração do apetite.
A intensidade dos sinais e sintomas encontrados são muito variáveis de mulher para mulher, e podem acometer as mulheres desde a primeira menstruação da vida até a menopausa. A maioria das mulheres busca ajuda para a TPM por volta dos 30 anos, após 10 anos ou mais convivendo com os sintomas.
O diagnóstico inclui como critérios de base a presença de um ou mais sintomas durante os cinco dias que antecedem o ciclo menstrual. Quando se tem até três desses sintomas presentes (físicos ou emocionais), a SPM é considerada leve e, até quatro sintomas, moderada.
Os critérios utilizados para diagnosticar os quadros mais graves são cinco ou mais sintomas na maioria dos ciclos menstruais durante a última semana pré-menstrual, sendo que estes começam a diminuir após o início da fluxo menstrual. Dentre os cinco ou mais sintomas relatados, deve estar presente pelo menos um dos listados a seguir:
  • Humor deprimido, sentimentos de falta de esperança ou pensamentos autodepreciativos;
  • Acentuada ansiedade, tensão, sentimento de estar com “nervos a flor da pele”;
  • Instabilidade afetiva acentuada;
  • Raiva ou irritabilidade persistente e acentuada ou conflitos interpessoais aumentados;
  • Diminuição do interesse pelas atividades habituais;
  • Sentimento subjetivo de dificuldade em concentrar-se;
  • Letargia, fadiga fácil ou acentuada, falta de energia;
  • Acentuada alteração do apetite, excessos alimentares ou avidez por determinados alimentos;
  • Hipersonia ou insônia;
  • Sentimento subjetivo de descontrole emocional;
Outros sintomas físicos, como sensibilidade ou inchaço das mamas, dor de cabeça, dor articular ou muscular, sensação de “inchaço geral” e ganho de peso podem aparecer.
As medidas para o tratamento variam desde abordagem conservadora (tratamento não medicamentoso) até tratamento medicamentoso ou mesmo cirúrgico. Dentre as intervenções não medicamentosas, são propostas mudanças no estilo de vida, incluindo-se a prática de exercícios aeróbicos, modificações na dieta e uso de preparados herbários. Outros estudos mostram que o uso de anticoncepcionais combinados ajudam no tratamento para o alívio dos sintomas.

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