Acabei de ler sobre um movimento que cresce entre algumas empresas em São Paulo. Gostei da ideia, mas ela tende ao fracasso. Ué, que ideia é essa, Prates? As empresas, essas que estão dispostas a mudar o jogo entre seus funcionários, dizem pretender identificar os colaboradores mais engajados, mais qualificados, mais éticos, reconhecê-los e premiá-los.

A primeira encrenca vem dessa “meritocracia”, reconhecimento e prêmios. As multidões de incompetentes vão erguer a voz, dizendo que é discriminação, que é movimento para prejudicar os mais pobres, os com menos estudos, os menos bajuladores, e tudo o mais. Com certeza vai haver esse grito.

Antes de dizer do que penso, que fique claro, só há reconhecimento e valorações honestas nas vendas. O vendedor que vende mais, vende mais e ponto. Os números falam por ele. Tudo o mais é discutível.

Lembro-me de um momento em que eu estava furioso nos corredores de uma (grande) emissora de rádio Porto Alegre, furioso porque ficara fora de uma escala que eu achava devia ser minha.

Fiz tanto banzé no corredor que fui chamado à direção. Perguntado o que havia, disse que estava furioso por ter ficado fora de uma escala que devia ser minha... O diretor me perguntou por que devia ser minha...

Respondi sem piscar: por mérito, ora, bolas! E foi aí que ouvi a frase inesquecível: - “E tu queres entrar na escala só por mérito”? Nunca mais esqueci.

E o diretor tinha razão, no trabalho não se ganha sempre a melhor escala mesmo sendo o melhor funcionário para ela. Há outras questões, questões que passam por simpatia, antipatia, bajulação, rabinho sacudido e... O infinito.

Nossos julgamentos são nossos, aí é que está.

Julgamos por nossos valores, por nossas crenças, por nossas simpatias, nunca por justiça ou méritos, salvo quando não temos absolutamente nada a ver com a questão...

E ainda assim, olhe lá! Ou você acha que os caras do Supremo julgam sempre pela “justiça” de cara limpa, distanciados de seus valores pessoais e olhos vendados? Bolas.

Agora, fique claro, todos, absolutamente todos nós, podemos crescer profissionalmente, fazer melhor, ter qualificação continuada a provocar admirações, simpatias e, sobretudo, silenciosas invejas e ódios. Sem dúvida.

Infelizmente não acredito na meritocracia pura, não acredito, haja vista o que dizem os livros “religiosos”, eles não são regidos pelo mérito, mas pela adesão... Vou tomar um chá.

Memória

Falei em meritocracia aí em cima? Volto a ela. Num certo dia, eu narrava o jogo, um sujeito, do Internacional, de Porto Alegre, saiu com os calções imaculadamente limpos, e o jogo fora num barro danado, muita chuva.

Foi muito criticado. Ele tinha que ter saído sujo, embarrado, diziam muitos. Só que o cara fez dois gols e deu o passe do terceiro. O placar final foi 3x0... A “meritocracia” dos olhos fechados não chegou para ele...

Elas

Todos os dias o mesmo cansaço, notícias de mulheres mortas por ex-companheiros, mulheres que tinham da Justiça a pífia medida protetiva. Já disse, a melhor medida protetiva é a mulher procurar por dois ou três “amigos”, não é difícil achá-los, caras de boa ação para defendê-la... Essa “medida” vai funcionar, o macho impotente vai aprender a rezar...

Falta Dizer

Vi as imagens, bandidos mataram, na frente do povo que andava por um mercado em São Paulo, a socos e bordoadas, uma tortura, a um cidadão que fora roubado. Todos os dias a mesma coisa.

E ficam uns abobados da enchente falando em Pacote Anticrime, isso e mais aquilo. E a brasileirada sem defesa nem esperança. Passaporte, rápido!

 

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