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As famosas pílulas do dia seguinte nada mais são que comprimidos à base de progesterona, os quais um ou dois comprimidos devem ser tomados de uma única vez, depende da quantidade de hormônio que cada um contém. Esse hormônio faz com que haja um atraso na ovulação, prevenindo a gravidez, ou seja, não causa aborto.

É um método utilizado até cinco dias após uma relação sexual desprotegida, contudo quanto mais cedo for a utilização, maior a eficácia, sendo o uso ideal é de até três dias. Além das pílulas de progesterona existem outros métodos que podem ser utilizados emergencialmente para evitar gravidez, como uso de comprimidos combinados (estrogênio e progesterona) e o próprio DIU de cobre.

O uso de comprimidos combinados segue um método chamado Yuzpe que é um pouco menos eficiente que o comprimido apenas de progesterona.

Estima-se que apenas 2/3 das gestações são prevenidas se utilizadas em até 24 horas após. Importante lembrar que não irá beneficiar em relações sexuais realizadas após 24 horas da tomada da pílula.

O efeito colateral mais comumente esperado após o seu uso é mudança no padrão de sangramento, como sangramento após 1 a 2 dias após a tomada da pílula, ou a próxima menstruação é adiantada em alguns dias.

Mas outros efeitos também podem acontecer como dor abdominal, náuseas, tontura, dor de cabeça, aumento da sensibilidade das mamas e sensação de cansaço. Lembrando que se vomitar em até duas horas após ingerir o comprimido deve repetir a dose, e se os vômitos persistirem pode inserir nova dosagem por via intra-vaginal.

Alguns mitos sobre a pílula do dia seguinte devem ser corrigidos:

  • Não existe restrição de idade, inclusive adolescentes;
  • Não causam aborto;
  • Não causam malformações caso a mulher já estava grávida;
  • Não são perigosos para a saúde da mulher;
  • Não causam infertilidade;
  • Podem ser utilizados mais de uma vez no mesmo ciclo, contudo diminui sua eficácia;
  • Mulheres que têm contraindicação ao uso de hormônios podem usar a pílula do dia seguinte (por ser um método de curta duração).

Situações em que você pode utilizar a pílula do dia seguinte:

  • Estupro;
  • Sexo desprotegido;
  • Uso de preservativo (masculino ou feminino) de forma incorreta (por exemplo: “estourou a camisinha”, camisinha saiu no meio do ato sexual, etc);
  • Uso incorreto de métodos naturais (tabelinha, coito interrompido, muco cervical, etc);
  • Esqueceu de usar a pílula anticoncepcional:
  • Estrogênio e progesterona por mais de 2 dias,
  • Progesterona – desogestrel (Nactali®, Cerazette®, Perola®, etc) por mais de 12 horas;
  • Outros comprimidos de progesterona por mais de 3 horas.
  • DIU saiu do lugar;
  • Atraso no dia da injeção anticoncepcional.

Muitas mulheres após o uso do método emergencial querem uma garantia que funcionou, contudo, deve-se esperar 7 dias de atraso menstrual para solicitar o exame de gravidez.

Se a mulher estava usando anticoncepcional oral e fez uso da pílula do dia seguinte, deve recomeçar a cartela da pílula imediatamente, no caso de adesivo ou anel, os mesmos devem ser recolocados, e fazer a nova injeção imediatamente também. Inserção de DIU (Mirena® ou de Cobre) deve ocorrer apenas após afastada a possibilidade de gravidez.

Lembrando que o anticoncepcional de emergência tem menor eficácia nas mulheres obesas. Na dúvida converse com seu médico, e se eu for sua médica, converse comigo.

Referências Bibliográficas: Family Planning. A Global Handbook for Providers. World Health Organization. 2018. | Anticoncepção e Obesidade. Febrasgo. 2017. | Anticoncepção Hormonal apenas de Progestagênio e anticoncepção de emergência. Protocolos Febrasgo. 2018. | Ginecologia de Williams. 2° Edição. 2014.

Dra. Juliana Bizatto

(CRM/SC 16684 | RQE 15232)

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