Foto Divulgação
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Que a educação precisa quebrar paradigmas e se tornar mais inovadora não é novidade para ninguém. No entanto, por que essa mudança parece ser tão vagarosa?

Um ambiente de aprendizagem disruptivo, imerso em inovação, por exemplo, permite o desenvolvimento de projetos incríveis, em que alunos são protagonistas do seu conhecimento e desenvolvem sua autonomia.

O modelo de educação com o qual estamos acostumados (alunos pacientemente sentados e enfileirados e professores transmitindo conteúdos, de maneira passiva) está com os dias contados.

Hoje, a sala de aula precisa ser vista como um ambiente dinâmico, interativo e que favorece o ensino multidisciplinar. Por isso, as aulas não devem ser somente expositivas, o professor tem que colocar o aluno no centro do projeto e se posicionar como um mentor, que o guiará para encontrar o próprio caminho dentro do tema proposto, focando em um currículo muito mais flexível.

Nesse momento é bacana trabalhar outras questões, diferentes das aulas convencionais. Refiro-me às estratégias de ensino, como a gamificação, atividades culturais (música, teatro, dança), construção de protótipos, visitas a outros ambientes da escola (como área de convívio, laboratórios, jardim), além da utilização dos espaços públicos, onde é possível aprender de forma multidisciplinar de uma só vez.

Citando o educador Padre Magela, que diz: “em uma escola, até as paredes DEVEM educar”, entendemos muito bem tudo o que foi apresentado até aqui.

Os espaços acadêmicos têm passado por uma profunda transformação arquitetônica para atender este conceito. Para Magela, o jovem deseja expressar sua opinião, seus anseios e a escola deve ser o meio para a materialização de seus sonhos.

A instituição é um verdadeiro ecossistema pulsante. A palavra ecossistema é o nome dado a um conjunto de comunidades que vivem em um determinado local e interagem entre si e com o meio ambiente. Nossas escolas são energizadas com este conceito e acreditamos na transformação do país pela educação.

 

Flávio Garcia Sartori é diretor da UniSociesc Jaraguá do Sul. Atua na Educação desde 2007. Foi diretor acadêmico nas instituições Unimonte e UniSociesc, ambas pertencentes ao Grupo Ănima Educação. Com formação em Biomedicina pela UNIFRAN, Flávio tem especialização e mestrado na área de Microbiologia.