Confúcio defende que reformas não sejam efetuadas através de meras legislações ou revoluções, mas, antes, de esforços dos indivíduos em melhorar a si mesmo, para só, então, tentar reformar a sociedade.

Nenhum governo é perfeito, pois se trata de instituição humana (muitas vezes, de seres desumanos para seres humanos). Por isso, nem a Igreja Católica, com seus 2022 anos de gestão, é isenta de erros.
Mas, e a socialdemocracia dos países escandinavos ? Ela não se aproxima daquela perfeição de um futuro com “estado inexistente” (só que apenas lá no “apocalipse”), prometido pelos regimes de esquerda (contudo, sempre totalitários), a partir da tese utópica pós-socialista do povo conseguir se autogovernar ?

O tal autogoverno, nem em condomínio de apartamentos dá certo. Sem um síndico forte (hoje em dia, precisando até de assessoria gerencial e jurídica), o prédio vira um pombal descontrolado !!!
Tudo pelo egoísmo de cada um e centrismo nos próprios umbigos, enfim, por cada qual se achar o eixo do mundo, em torno do qual, ele, o mundo, tem que girar.

Quando do convívio social, são perdidos muitos dos nobres valores e princípios pessoais, pelo esquecimento de que o coletivo deve ser sempre mais importante que o individual.
Disto, vale buscar lições de Confúcio (551-479 a.C), o representante mais efetivo da filosofia chinesa e que dedicou a sua vida à procura de um governo perfeito.

Nomeado Ministro da Justiça de uma cidade importante, o seu labor foi tão eficiente que quase zeraram as atividades criminosas e a honestidade reinou no Estado de Lu. E, de todas as partes da China, vinham forasteiros à procura do governo perfeito, que finalmente se tinha estabelecido.
Mas, já naquele tempo, conspirações diluiam boas intenções. Assim, por sentir, entre os servidores governamentais, imorredoura falta de sinceridade, moral, justiça e empatia com a coletividade, Confúcio renunciou definitivamente a cargos públicos.

Em seu sistema, há um forte componente pessoal na busca do que é justo, na mudança do que não é bom e na atitude de obediência ao Supremo. Assim, defende que toda educação tem que ser fundamentada no aperfeiçoamento, tanto da mente, como do caráter, ensinando como se dominar, investigar pensamentos e ser perfeitamente sincero na procura da verdade.

Pragmaticamente, Confúcio defende que reformas não sejam efetuadas através de meras legislações ou revoluções, mas, de esforços dos indivíduos em melhorar a si mesmo, para só, então, como homens “superiores”, tentarem reformar a sociedade.

Enfim, o modelo confuciano de governo, baseado na doutrina do homem “superior” a serviço do povo, requer que todo político tenha comportamento exemplarmente ético, nunca sendo um partidário fanático ou fundamentalista.

Neste seu sonho governamental, Confúcio garante paz eterna, não existência de pobreza, zero de opressão, salvaguarda dos direitos de todos, com a comunidade colocando-se acima das aspirações individuais e todos compreendendo a essencialidade da sua identidade pessoal para agir no bem de todos.

Enfim, até lá, vale atentar para esta frase dele: “antes que o sol não brilhe, que se acenda uma vela na escuridão” e se pare de reclamar de políticos e governos e fazer, sim (!!!), todos (!!!), um mea culpa, pois segundo Confúcio, “o homem superior atribui a culpa a si próprio ... o homem comum aos outros”.

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Emílio Da Silva Neto

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