Cada vez mais, a intuição e a fé são mais importantes que as escutas a favor e contra um sonho, um objetivo, uma meta

Diz a velha máxima que “temos dois ouvidos e uma só boca, porque devemos escutar duas vezes mais que falar”. Será que, também, temos dois olhos, pela mesma razão!?

Por falar em ‘escutar’, seria interessante ‘ouvir’ (mais que ‘escutar’) Eggon João Da Silva - que decidiu criar a WEG, após passar por um emprego estável no Banco Inco, hoje Bradesco, e ser sócio minoritário na Metalúrgica WIEST - sobre aqueles momentos decisórios críticos de mudança, em se tratando de sustentação financeira para a família.

Da dura sogra (húngara) Magdalena Salamon Da Silva, Laura Augusta Dognini Da Silva (italiana), escutou apenas: “fique tranquila, que garanto o leite dos meus netos. O restante é com seu marido Eggon”.

O multifacetado Prof. Emílio Da Silva, pai de Eggon, também pouco escutou e foi logo “raspando as suas ralas economias” para auxiliar no sonho do filho de fundar uma fábrica de motores elétricos na então insignificante Jaraguá do Sul, distante, em todos os sentidos, dos grandes e importantes municípios do Brasil.

Afinal, irresponsabilidade ou intuição e fé no projeto e pessoa? Se Eggon e Emílio mais tivessem escutado, existiria a WEG? Boa pergunta, não?

Por estas e outras que, cada vez mais, a intuição e a fé são mais importantes que as escutas a favor e contra um sonho, um objetivo, uma meta.

Imagine-se, por exemplo, quanta oposição escutou Steve Jobs, quando pensou - mesmo sem pesquisa (nome técnico para ‘escuta’) de mercado - em transformar o telefone celular num artefato multimídia?!

Enfim, indubitavelmente, a intuição tem energizado pessoas rumo a sonhos nada compreensíveis e, muito menos, visíveis, a outros!

Mas, afinal, como pode ser compreendida, acadêmica e cientificamente, a variável “intuição”? É este, justamente, o tema mór do Pós Doutoramento deste colunista, entre 2022 e 2023, na University of the Future, via intercâmbio com a Porto School of Administration and Business / Portugal, Aalto University / Finlândia e Politechnika Warszawska / Polônia: “Intuição como Catalizador do Empreendedorismo”.

Paradoxalmente, para este colunista, Dr. em Engenharia e Gestão do Conhecimento, a intuição pode ser definida como “conhecimento com pouca fundamentação”. Contudo, para a psicologia, intuição é um processo pelo qual os humanos passam, mesmo que, involuntária e inconscientemente, para chegar a uma conclusão sobre algo. E, incrível! Seu funcionamento e, até mesmo, sua existência, são um enigma para a ciência. Apesar de já existirem muitas teorias sobre o assunto, nenhuma é dada, ainda, como definitiva, fato este que faz muitos acreditarem que a intuição seja um processo paranormal ou divino, por exemplo, como que uma premonição, de que algo específico irá realmente acontecer.

Também se diz que pessoas intuitivas têm uma conexão especial com seu inconsciente, de modo que são capazes de ouvir a voz interior que outros ignoram. E, ao prestar atenção a esses “auto palpites” ou intuições, elas “afinam”, paulatinamente, esse seu canal de comunicação, conseguindo decifrar melhor as mensagens que sua intuição lhes envia.

Ainda, alguns defendem que a intuição é resultado de vários processamentos que ocorrem no cérebro, sendo este uma grande máquina de previsões, constantemente comparando informações sensoriais com memórias de experiências passadas, conhecimento gerado delas e, ainda, experiências recentes.

“Pois agora”, diria um pescador manezinho do Ribeirão da Ilha:

Indo aos “finalmente”, se a intuição pode, até, ser aceita como um "sexto sentido", vale perguntar se, numa difícil decisão, vale mais escutar o que vem de fora ou o que vem de dentro ?

Com a palavra, o instinto!

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Emílio Da Silva Neto

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