Esta ‘novela’ do Fundão Eleitoral remete ao livro póstumo de Umberto Eco, “Construir o Inimigo”, recém lançado, que tem a intolerância como um dos temas principais.

Segundo resenha do Prof. Elias Thomé Saliba, da USP, Eco imagina uma ilha na qual o líder resolveu abandonar todas as ideologias e projetos políticos em proveito da sabedoria ancestral, baseada em provérbios populares, adotando como único princípio governamental que “a voz do povo é a voz de Deus”.

Pouco tempo depois, tal projeto administrativo se revelou um fracasso. A agricultura já começou enfrentando crise severa, pois todos acreditavam que “fruta madura cai sozinha do pé”; o transporte e a logística desapareceram, pois proibiram-se todos os veículos (“devagar se vai ao longe”).

Logo, veio a crise financeira, causada por enorme inadimplência, pois, como todo mundo sabia: “para pagar e para morrer, quanto mais tarde melhor”.

E, assim por diante, a tal “ilha” passou a seguir tudo o que ditavam os ditados populares.

Fazendo um paralelo com a ‘ilha’ Brasília, qual o significado popular para o “Fundão Eleitoral” ? Um fundo ‘sem fundo’ de um poço (ou “fosso” ?), onde o dinheiro do povo é enterrado, sem fim definido, sem destino conhecido e sem possibilidade de “auditagem” (onde / como será / foi aplicado)? Um Fundo a “fundo perdido”, isto é, sem nada a ter que mostrar/comprovar futuramente, como nos tempos do Plano Marshall na Europa e Aliança para o Progresso na América Latina?

Mas, afinal, por que se precisa de dinheiro para eleger alguém ? Não bastaria divulgar o passado, o presente e os planos do candidato ? Até dá saudades da Lei Falcão, do período militar, não ?!? Muito embora seu objetivo tenha sido evitar o fortalecimento da oposição, o fato de candidatos serem proibidos de falar na propaganda política, propiciava uma grande economia de tempo e dinheiro e não exercitava a paciência do povo.

Atualmente, então, com os recursos digitais, a viralização de qualquer candidatura é imediata e bem barata.

Então, para que / por que há necessidade de recursos de quase R$ 6 bilhões, para o financiamento da campanha eleitoral de 2022, quase três vezes o valor de 2018?

Que responda aquela detestável trupe, que só é “povo” até ser eleita, para, então, virar uma “casta”: evitaria o Fundão bilionário patrocínios por empresas escórias, como Odebrecht, JBF, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, por exemplo, que, passo seguinte, fazem o governo de marionete em suas mãos ? Estancaria ingressos de dólares de países interessados em usufruir, unilateralmente, riquezas do Brasil ? Ou, ainda, bloquearia propinas das ‘mil e uma’ igrejas que pleiteam isenção ou redução de seus tributos ?

Bom, no Brasil das ‘bolsas disto’, ‘bolsas daquilo’ e ‘cotas’ para cidadãos A, cidadãos B, etc., tudo tem justificativa, ‘goela abaixo’, àquela maioria da população, distante dos podres e fétidos bastidores do poder.

Pior que esta gestão obscura de recursos ilícitos é, ainda, subsidiar, por motivos ideológicos, obras em ‘paisecos’ esquerdopatas e caloteiros.

Enfim, o Brasil não suporta mais esses pseudo-representantes do povo se importarem apenas com eles, num plano de perenização do poder.

Há que se dar um basta: abaixo ao Fundão Bilionário!

E, caso não seja possível, que se engula mais provérbios populares como “pecado confessado é meio perdoado” e “se um crime cometeste, trata de enxovalhar quem te acusa”.

Ou, ad eternum, aquela máxima... “Que Deus nos proteja!"

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Emílio Da Silva Neto

Dr. Eng., Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante, Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3
Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
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