Empresários, trabalhadores, executivos e autônomos enfrentam o mesmo desafio quanto ao timing da parada ou mudança para outra atividade, que não aquela exercida por muito tempo ou, até, uma vida toda.

Por ser o trabalho essencial para o alcance de metas e sonhos, é fácil perder-se a noção de quando se precisa de um pit stop para se prestar mais atenção a outras coisas da vida.

Por exemplo, viver mais com pessoas importantes, como cônjuges, filhos, netos e amigos e, até consigo mesmo, tendo-se, também mais tempo para hobbies e gostos pessoais, enfim, se ser mais completo.

Tomar a decisão de parar de trabalhar não significa, portanto, ficar sem fazer nada. Até mesmo, pode-se continuar no mesmo trabalho, se ele for encarado como algo prazeroso, sem efeitos colaterais como ansiedade, nervosismo e preocupação.

Ou mudar de atividade, quer seja, um novo trabalho, voluntário ou não, um novo curso, uma nova ocupação, um novo envolvimento, enfim, tudo dependendo de cada pessoa, principalmente quanto à questão de ser uma necessidade ou uma escolha.

A possibilidade de ser escolha, depende de uma preparação prévia no que se refere à saúde do corpo e mente, bem como no que concerne às reservas financeiras. Só assim, poder-se-á deixar de seguir o mesmo trabalho ou partir para outro, desfrutando, nesta nova fase da vida, bons momentos de lazer e descanso após anos e anos de dedicação.

Outro ponto importante é conversar com a família sobre o assunto. Afinal, a decisão de trocar ou não de atividade é de cada um, mas, certamente, influencia a vida daqueles que moram junto ou vivem em constante proximidade.

De qualquer maneira, boa parte das pessoas que trabalharam a vida toda, está raramente preparada para essa nova etapa. Para alguns, a rotina foi tão extenuante devido ao trabalho constante, que só conseguem imaginar que ficarão entediados e sozinhos depois da aposentadoria.

Ainda bem que o conceito de aposentadoria mudou muito ao longo dos últimos anos: aquela figura do senhor aposentado de pijama, que ficava o dia todo em casa assistindo televisão, é coisa do passado.

Pelo novo conceito, as pessoas são incentivadas a encontrar uma atividade profissional alternativa ou voluntária, mesmo antes de se aposentarem. E esta atividade, quanto mais ligada a um hobby ou experiência da pessoa, mais chances terá de ser bem sucedida.

Enfim, se há saúde física e mental suficientes, a pior solução é “tirar o cavalinho da chuva”, aqui significando desistir de algo, não enxergar ou perder as esperanças de que o novo tempo tem muito, ainda, a oferecer, exigindo, assim, a contrapartida da proatividade.

Enfim, toda atividade pós-vida profissional, deve ser doce como uma “sobremesa da vida”, de forma a manter a mente e o corpo em bom funcionamento, sem o stress de não fazer nada, não ter compromissos e longe da depressão.

Em resumo, quem procurou gostar do que fez na vida, não deseja parar nunca para viver uma aposentadoria de pantufas, a qual seria associada a “envelhecimento” e não como um dos sintomas de vitória.

Contudo, Américo Mendes Netto, ex-Diretor Internacional da WEG, comparava a vida às quatro estações do ano: primavera (infância e adolescência), verão (vida adulta), outono (terceira idade) e inverno (velhice). Lembrando que, “depois do inverno, uma nova primavera!”

Afinal, nada como confundir uma relé terça-feira qualquer com um fim de semana ou feriadão. Risos.

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Emílio Da Silva Neto

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