Neste período pré-eleitoral, o que mais se vê é uma dança de cadeiras e mudanças de nomes dos partidos, como que num vale tudo, sem nexo, com remorso zero pelo passado ínfimo e compromisso nulo com o futuro do Brasil. Ou seja, exemplos claros de movimentos excusos, isto é, pouco percebidos por grande parte da sociedade e arquitetados para que interesses individuais se sobreponham ao coletivo, o povo.

Assim, parece claro que na política, via de regra, networkings, longe de serem alicerçados em nobres fins, nada mais são que relacionamentos movidos por puro interesse junto a pares e eleitores e, assim, dissociados de um bem maior, qual seja, um projeto de país próspero à sociedade.

Mas, afinal, de onde e porque surgiu este termo networking? Vamos lá: ele tem sua origem datada dos primórdios da sociedade,

embora, tenha adquirido especial importância nos tempos recentes, em que as tecnologias passaram a fazer parte do dia a dia.

Da necessidade de todo e qualquer ser humano viver em sociedade ou em grupos específicos, sejam quais forem seus tamanhos, é que buscou-se algo similar, também, para dentro do ambiente profissional.

A princípio, o desenvolvimento de relações pessoais interessantes serve para auxiliar a busca por eventuais oportunidades. Isto porque, a lembrança de conversas e trocas de informações auxilia a manter na mente, imagens e nomes de pessoas que poderão atender eventuais demandas desejadas, pessoais ou profissionais.

E “aí o bicho pega”: mesmo parecendo um pouco brusco afirmar, a razão principal do networking se fundamenta, justamente, no interesse.

Mas, pouco mal há nisso, pois até mesmo quando alguém se envolve com a pessoa amada, isto apenas ocorre devido à existência do interesse, no caso, pelo(a) parceiro(a). Ou seja, até o amor envolve interesse.

O interesse, em seu significado puramente egoísta, é evidente, em tentativas de networking, quando ele ocorre simplesmente pela necessidade, ou seja, quando um dos lados precisa atender a um problema pontual existente. Aí não é networking, é apenas oportunismo, ou melhor, uma mera tentativa de usar um outro a seu favor, trazendo junto, inevitavelmente, um ‘gosto amargo’ de se estar agindo por interesse meramente próprio.

O efetivo e puro networking é o que é praticado na rotina do dia a dia, através das mais simples e cotidianas ações, desde um simples bom dia, ao bom humor e alegria emanados a todos, ou, até mesmo, do compartilhamento de eventuais oportunidades futuras.

Acima de tudo, pessoas com bom networking preocupam-se em conectar e ajudar amigos e colegas, não só em ampliar as suas próprias conexões.

Fazendo isso, além de ajudar muita gente — o que por si só já é ótimo e faz qualquer um se sentir bem — acabam fortalecendo e ampliando as próprias redes, gerando, assim, mais oportunidades a si e a todos os envolvidos.

Em resumo, para se exercer um saudável networking, nada como ajudar as suas conexões, pois esta é, também, uma forma de ajudar a si mesmo, incluindo gratificantes gestos de gratidão, amor, reconhecimento e reciprocidade por parte de terceiros.

Nada de novo. São Francisco de Assis, já no século XII, disse: “é dando que se recebe!"

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Emílio Da Silva Neto

Dr. Eng., Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante, Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3
Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
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