A dor da distância entre aquilo que se é e aquilo que foi idealizado se ser

não pode levar à enfermidade ou, até, morte precoce.

Quanto a sonhos sonhados lá atrás, e não realizados,

disse Jean de La Fontaine, poeta francês do século XVII:

“nas asas do tempo, a tristeza voa!"

Dizem que a grande maioria das doenças humanas não tem causas fisiológicas e, sim, psicossomáticas.

Também, que os desequilíbrios emocionais, causados por motivos como raiva, tristeza, arrependimento, remorso e outros sentimentos down (para baixo), causam desequilíbrios químicos no corpo e cabeça, para os quais, os profissionais da saúde sempre recomendam medicamentos, como uma forma de restituir o equilíbrio químico. Tudo errado!

Segundo os engenheiros, profissionais que têm como pressuposto que toda solução de um problema deve partir da supressão da causa e não da remediação da consequência, isto é, da mera camuflagem dos sintomas, dever-se-ia desviar o foco, abstraindo-se, inicialmente, do hardware (fisiologia) para concentrar-se no software (programação mental).

Ou seja, em vez do médico prescrever, já de cara, um medicamento ao paciente, que, mediante uma boa conversa, ele descubra os problemas pessoais, profissionais ou íntimos que, eventualmente, desconcertaram a vida do cliente.

Assim, a medicina tradicional modelo “doença se cura com remédio” pode se reciclar e deixar de perder espaço (clientes e faturamento) para psicólogos e terapeutas.

Ainda, voltando aos princípios racionais da engenharia, todo problema inicial, ainda pequeno, tem solução fácil. Quando grande, aí “o buraco torna-se mais embaixo”.

Enfim, se deixar-se somatizar tristezas, por sonhos não realizados, a solução é “de duas uma”: ou transformar o sonho em plano e realização ou esquecer o sonho para não virar um pesadelo.

Há que se lembrar, principalmente, que a maior decepção “lá adiante” acontece, quando do arrependimento pela não coragem, não iniciativa, não tentativa no aqui e agora. E, pior, que face a circunstâncias como idade e suas “parceiras”, possa não haver mais como recuperar (resgatar) o tempo desperdiçado.

Ou seja, no implacável “livro da vida”, poucas páginas viradas e capítulos concluídos oportunizam chances de se poder voltar a viver “aqueles momentos naqueles momentos”. Logo viram “já eram, já foram”! Portanto, que se tenha cuidado para que cada sonho seja objeto de merecida atenção, antes que ele se esvaia no esquecimento dentre 1001 outras prioridades.

Também importa se a pessoa deseja deixar um legado de realizações ou nem sabe o que é isso (legado) ou, pior, se essa tal de “missão de vida” importa nada a ela.

Isto porque, todos, que pretendem construir um legado reconhecível sempre levam em suas costas o peso desta dúvida: ir em frente e, eventualmente, tombar no chão ou ficar parado, esperando - para eliminar ou reduzir riscos - que o caminho venha até seus pés.

Enfim, quase toda tristeza não é como um temporal, que se arma de uma hora para outra. Ela, a tristeza, é indiretamente plantada, cultivada, regada pela passividade e pela confiança de que a hora “não era agora” e, muitas vezes, pela ilusão de que Deus faria tudo.

Então, na tempestade plantada lá atrás, só resta recorrer ao guarda-chuva dos médicos, psicólogos e terapeutas, para mitigar a tristeza pelos arrependimentos pelo que não foi feito no devido tempo.

E essa história de que “nunca é tarde” é firula para “boi dormir”, pois enquanto a idade segue uma PA-Progressão Aritmética, o medo segue uma PG-Progressão Geométrica, ou seja, enquanto a idade cresce de 1 em 1, o medo de, tardiamente, recuperar o tempo perdido, multiplica de 2 em 2.

Em resumo, a dor da distância entre aquilo que se é e aquilo que foi idealizado se ser não pode levar à enfermidade ou, até, morte precoce. Afinal, quanto a sonhos sonhados lá atrás, e não realizados, há que se acreditar no que disse Jean de La Fontaine, poeta francês do século XVII: “nas asas do tempo, a tristeza voa"!

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Emílio Da Silva Neto

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