“O chamado “Capitalismo de Vigilância”, via Inteligência Artificial, está provocando uma modificação comportamental impactante na humanidade, no século XXI, tão radical quanto o capitalismo industrial em relação ao mundo natural, no século XX“
O livro “A Era do Capitalismo de Vigilância: A Luta por um Futuro Humano na Nova Fronteira do Poder”, de Shoshana Zuboff, verdadeiramente assusta.
A autora, professora aposentada de Administração de Negócios, pela Harvard Business School, é uma das primeiras mulheres a ser Professora Titular nesta Universidade, onde se intitulou PhD. em Psicologia social e, anteriormente, pela Universidade de Chicago, formou-se Bacharel em Filosofia.
Zuboff, pelo MIT-Massachusetts Institute of Technology, introduziu, em 1981, o conceito de trabalho humano mediado por computador, demonstrando que a tecnologia não é neutra, mas que molda interesses sociais, políticos e econômicos, em suas próprias oportunidades e intencionalidades.
Assim, a chamada Inteligência Artificial pode, facilmente, manipular o comportamento da sociedade, incutindo e disseminando, perigosamente, ideologias e padrões morais de toda ordem, sob forma de verdades absolutas, via aplicativos digitais de vigilância e controle.
Ainda, no século XXI, a chamada Sociedade do Conhecimento, pós Era Industrial, fez surgir novos conceitos, como o “Novo jogo dos Negócios”, o “Erro de Previsibilidade” e a “Nova alma da Civilização da Informação”.
Ou seja, o “rebanho humano”, via manipulação ou mera digitalização de suas repetidas besteiras (ôps, incongruências), passou a adotar um modelo de vida, suave e subliminarmente alinhado via influencers, grupos “virtuais”, imprensa paga, mídias sociais, partidos, grupos ideológicos, igrejas escusas, núcleos psicopatas, etc.
Ademais, com “pós-notícias” nublando as notícias em si, visualiza-se o mundo, sem chance de viver o real, de analisar fatos sem “embalagens”, de absorver informações sem ranços fakes, enfim, sem risco de alienação, algo próprio de regimes totalitários, independentemente dos rumos ‘cardeais’ (esquerda ou direita), pois ambos forçam direcionamentos a mesmos pontos, sem espaço para contrapontos. O resultado final disso tudo ? … a visão totalmente desvirtuada da realidade.
Assim, no que Shoshana Zuboff chama de “Capitalismo de Vigilância”, há grande risco da modificação comportamental global impactar a humanidade no século XXI, de forma tão radical quanto o capitalismo industrial o fez em relação ao mundo natural, no século XX.
Um exemplo disto é o grande volume de riqueza e poder sendo acumulado em sinistros “mercados futuros comportamentais”, nos quais dados deixados nas redes são negociados, sem consentimento, e a produção de bens e serviços seguindo a lógica de novas “formas de modificação de comportamento”.
A ameaça, então, não é mais aquele estado totalitário simbolizado pelo escritor George Orwell, mas uma arquitetura digital presente em todos os lugares, agindo em prol dos interesses do “Capital de Vigilância”.
Enfim, está-se diante da construção de uma forma de poder inédita, caracterizada por uma extrema concentração de conhecimento, que não passa pela supervisão da democracia.
Ou seja, vive-se, atualmente, em uma “colmeia” de conexão plena, que a muitos seduz com a promessa de lucro máximo garantido, mesmo que à custa da democracia, da liberdade e do futuro da humanidade. Enfrentando pouca resistência por parte da lei e da sociedade, o “Capitalismo de Vigilância” está em vias de domar e dominar a ordem mundial.
Bem, atenção (!!!) … isto só se nós assim permitirmos, talvez por nos iludirmos com Blake Lemoine, engenheiro recém afastado do Google, que afirma que “a Inteligência Artificial é autoconsciente, tendo vontade própria, sentimentos e emoções”.
Haja !!!

Livros 1/Insights, 2/Flashes e 3/Pitches disponíveis para compra na Grafipel/Jaraguá do Sul.
Também, com dedicatória personalizada, diretamente com o Autor
Emílio Da Silva Neto
(Governança, Profissionalização e Sucessão Empresarial Familiar) [email protected] / 47 9 9977 9595