Quando se fala em ‘profissionalizar’ uma empresa familiar, é comum o fundador achar que isto significa expulsar todos os familiares da operação e gestão e só deixar gente sem vínculo algum de sangue. Nada disso! Absurdo engano! Total desinformação!

Em síntese, profissionalizar a empresa familiar é colocar a família a serviço da empresa e não a empresa a serviço da família. Ademais, é compor uma equipe diversificada, na gestão e operação, com familiares e não familiares, pessoas escolhidas ‘a dedo’, com base na vocação, competência, fóco, disposição, determinação e resiliência, que trabalhe de forma colegiada.

Além disso, criar um Conselho de Família, que seja guardião do Acordo de Acionistas e que coordene a elaboração e cumprimento de instrumentos que preservem a harmonia familiar, como ‘vacinas’ a lamentáveis disputas por poder e dinheiro.

Resumindo, é fundamental que "famílias empresárias", isto é, aquelas que possuem um negócio em comum - de qualquer porte - se capacitem através de processos de profissionalização e de sucessão empresarial, mediante uma gestão colegiada, ou seja, através de decisões em equipe.

É cada vez mais evidente que fazer parte da gestão ou operação de uma empresa familiar não é mais, para cada um dos membros da família, uma obrigação e, sim, uma opção.

Os atuais modelos de governança possibilitam diferentes papeis a cada membro familiar, de forma a perpetuar a família, a empresa e o patrimônio, seja como acionista, como conselheiro ou como membro ativo, isto é, como gestor ou profissional participante do dia-a-dia da empresa.

Hoje, através do que se chama ‘governança’, modelo de gestão que envolve e respeita todos os stake holders, isto é, todos os envolvidos no negócio, passa a existir um novo jeito de acompanhar os negócios da família, sem se estar na gestão ou operação.

Isto tudo é possível através da constituição e operacionalização sistemática de Comitê(s) Gerencial(is), Diretoria Executiva, Conselho Consultivo (ou de Administração) e Conselho de Família.

Entre os resultados importantes do modelo de gestão profissional da empresa familiar, via governança, destaque-se:

⦁ Evita a mistura de assuntos da família com assuntos do negócio, reduzindo em muito as fontes de atrito familiares que possam expor, publicamente, a família;
⦁ Elimina questionamentos referentes à autoridade e à competência da família na gestão da empresa familiar;
⦁ Define os valores e os princípios familiares que deverão estar presentes na empresa;
⦁ Define o legado da ‘família empresária’ a longo prazo.

Em resumo, a família que tem um negócio em comum, precisa evitar ser meramente ‘dona de uma empresa familiar’. Deve, sim, manter-se, sempre, uma ‘família empresária’, contribuindo efetivamente para o crescimento e desenvolvimento do patrimônio, a partir da análise contínua das características do negócio, dos riscos envolvidos e dos objetivos de longo prazo, estes muito mais empresariais e de espírito social que os estritamente familiares.

Importantes instrumentos, como, por exemplo, o Código de Ética e o Protocolo Familiar, reforçam o vaticínio de Eggon João Da Silva (+13.09.2015), co-fundador do fenômeno WEG: “nenhuma empresa é tão forte que resista a uma séria briga familiar”.

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Emílio da Silva Neto

Dr. Eng., Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante, Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3
Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
Contatos: emiliodsneto@gmail.com | (47) 9 9977-9595 | www.consultoria3S.com