EMÍLIO DA SILVA NETO, PhD/Dr.Ing, 47 9 9977 9595, emiliodsneto@gmail.com

O ‘sucesso na vida’ deve ser plurimedido, ou seja, não só por cargos, títulos e honorários profissionais, mas, também, por amar o que se faz, ter tempo livre e, principalmente, usufruir de saúde física e mental

“O trabalho dignifica o ser humano”. Essa é uma expressão bastante conhecida. Contudo, há que se entender bem o que significa ‘dignificar’. ‘Dignificar’ significa dar dignidade, enobrecer. Realmente, o trabalho possui um papel muito importante para isso, desde que, claro, seja realizado em condições físicas e mentais salubres, isto é, respeitando o ser humano que está realizando aquela atividade.

O trabalho, remunerado ou voluntário, muito mais que mera obrigação, deve ser encarado como uma ação com significado.

Isto porque o trabalho é a melhor forma de realização humana. Afinal, ele, o trabalho, inspira o sentido de utilidade e missão, desafia, exercita a resiliência, gera o aprendizado constante, desenvolve competências, fortalece a autoconfiança, leva à conexão e ensino quanto a inter-relacionamentos e respeito às diversidades, ocupa a mente e, por fim, não menos importante, garante sustentação econômica honesta.

Disso surge, inevitavelmente, a velha pergunta sobre o que se deseja numa carreira profissional: escolher trabalhar no que se gosta, gostar do trabalho atual ou trabalhar para ganhar bem?

Esta dúvida leva a uma discussão com outra roupagem, mais completa, pois a vida normalmente gira em torno do trabalho, embora ela não se resume só a ele. Assim, a análise precisa extrapolar a tal ‘satisfação profissional’, em busca de algo a mais, por exemplo, o tal ‘sucesso na vida’.

E esse ‘sucesso na vida’ deve ser plurimedido, ou seja, não só por cargos, títulos e honorários profissionais, mas, também, por se ter tempo livre e, principalmente, conseguir nutrir a saúde física e mental.

Tudo como disse o psicólogo Maslow, lá na década de 30: sucesso é autorrealização. Em outras palavras, o sucesso pessoal é um pró-labore quase sempre muito mais significativo que a remuneração em si. É ganhar muito mais que o valor financeiro que cai na conta, mensalmente.

Este colunista já foi ‘n’ vezes perguntado se se arrependeu de ter deixado um alto cargo numa multinacional brasileira para se aventurar numa pequena indústria familiar. A resposta é sempre dúbia: não e sim!

Não (!!!), pela coragem e determinação de sair da zona de conforto. Afinal, disse o escritor americano: “daqui a vinte anos, você ficará mais decepcionado com as coisas que não fez do que com as que fez."

Sim (!!!), porque ser dono da própria vida custa muito-muito caro, em todos os sentidos.

Independente dessa questão, vale lembrar que cada pessoa é - muito mais que mero instrumento para resultados em produtividade, qualidade e lucro - um ente com princípios, valores e visões de mundo com os quais, ao lado da sua atuação profissional, desempenha papéis na família, na comunidade e na sociedade.

Dotada de sentimentos, desejos, sonhos e metas, moldada pelas experiências pessoais do passado e do presente, cada pessoa está em contínua busca da satisfação e da felicidade.

Então, porque não agregar esta busca ao labor do dia a dia, multiplicando, assim, a remuneração pecuniária?!

Simples, muito simples: é só querer e fazer (agir)!

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Emílio Da Silva Neto

EMÍLIO DA SILVA NETO. www.consultoria3s.com

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