Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

A festa de Natal sempre será, por essência, digna de celebração. Esse costume sugere, por sua vez, aproximação, socialização e partilha. Costumeiramente a sociedade vivencia duas dimensões de Natal a cada ano: o Natal da reflexão espiritual, e o da troca de presentes. Os dois se completam.

É bem verdade que o momento não ofereça uma confortável condição para o tradicional ritual natalino. No entanto, os órgãos de saúde e imprensa têm reiterado que a vida, o trabalho e os negócios podem fluir, desde que cada cidadão faça sua parte, sendo um consciente combatente da Covid-19, cuidando de si e dos outros, obedecendo as regras de distanciamento, higiene e uso da máscara.

Por isso, os dias que passam a anteceder o Natal, representam uma oportunidade para demonstrar que a crise pandêmica não precisa comprometer o clima de Natal, desde que atitudes nobres protagonizem a cena.

Nessa passagem contingencial, duas providenciais atitudes poderão fazer grande diferença para que haja um feliz Natal: i) evitar aglomerações, seguindo criteriosamente os protocolos de higiene; ii) aproveitar as promoções, priorizando as compras no comércio local. São iniciativas que estão ao alcance de todos, bastando atitude e senso coletivo.

Como o momento estimula encontros familiares, com acentuado número de pessoas e diversificadas idades, é imprescindível ter em mente que a maioria das transmissões do vírus, não acontecem no ambiente de trabalho ou fora de casa, e sim dentro das próprias residências.

E esse índice é elevado, justamente por conta da equivocada sensação de segurança que se nutre nos lares. Enfim, é com atitude cidadã, conciliada com espírito natalino, que a crise será suplantada. Se o vilão é o contágio, a união de forças também contagia.

 

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