Abril é o mês de conscientização do autismo. No Brasil, o contingente de portadores do TEA - Transtorno do Espectro Autista, já ultrapassa 2 milhões, metade aproximadamente, ainda sem diagnóstico.

Pesquisas e esforços científicos já direcionados nesta área são relevantes, embora, chegar à cura ainda demandará uma considerável caminhada, por envolver, supostamente, uma associação de fatores genéticos e exógenos. É aqui que entra a AMA - Associação de Amigos do Autista de Jaraguá do Sul.

Se ainda não se pode curar, então se pode acolher, cuidar e garantir dignidade. Por isso sua missão é “contribuir para a autonomia e inclusão do autista, estando capacitada para o atendimento especializado em serviços de assistência social, educação e saúde, mantida pela ação de grupo de voluntários, convênios e contribuições da sociedade”.

Com três décadas de expertise nessa causa, a AMA, entidade beneficente sem fins lucrativos, convida a comunidade a ajudar pintar o abril de azul. Há muitas formas de fazer isso. Basta acessar o portal www.amajaraguadosul.com.br ou as redes sociais @amajaragua.

Pintar o abril de azul, também é despertar para a conscientização sobre o autismo. O entendimento coletivo sobre esse transtorno, em muito poderá contribuir, no sentido de se desconstruir o que “comumente” se sabe e o que “essencialmente” deveria se saber. Comumente se sabe que é uma sentença de exclusão social, mas, essencialmente não se sabe que se trata apenas de perceber as coisas e a vida diferentemente da maioria das pessoas.

Comumente se sabe que é um distúrbio que enclausura o portador em seu próprio mundo, mas, essencialmente não se sabe que é um caminho diferente de interação humana, percebendo o mundo de forma pura. Comumente se sabe que é retardo mental, mas, essencialmente não se sabe que mentes brilhantes pensam fora do padrão comum.

Por fim, comumente se sabe que essa luta se restringe a AMA, mas, essencialmente não se sabe que é uma causa pertencente a todos.