É evidente que, em meio a uma crise, conceitos como racionamento, prioridade e eficiência, estejam mais presentes na mente de cada cidadão ou gestor.

Obviamente, não há nada de errado nisso. Entretanto, a lei da escassez, de acordo com a ciência econômica, nos diz que os recursos nunca serão suficientes, notadamente, na esfera pública. Significa que as necessidades atinentes à sociedade, nunca serão integralmente atendidas. Ou seja, os recursos nunca irrigarão, a contento, todas as áreas.

Então, diante dos ‘contados’ recursos, o clamor social apontará que, a ordem de prioridade sempre deverá ser a saúde, depois emprego, obras, segurança, educação e, por fim, cultura, esporte e lazer. O fato é que diante de uma crise, o que se deve levar em consideração, além da ordem de prioridade, é a garantia de que os ‘calculados’ recursos chegarão para todos.

Não há segredo em administrar abundância. O desafio sempre será administrar a escassez. Como fazer mais com menos. E isso demanda racionalidade, bom senso e visão. Boa parte do mundo pensa cultura, esporte e lazer como estratégia de desenvolvimento. Jaraguá do Sul não está desconectada com essa visão.

A Câmara de Vereadores acaba de aprovar projeto de lei ordinária nº 322/2021 de autoria do Executivo, que autoriza investimento no valor de R$ 1,1 milhão em manutenção patrimonial do setor de Cultura, visando incentivar, estimular, fomentar e viabilizar projeto artístico cultural do município, realização e apoio às iniciativas culturais, festivais, feiras e festas culturais, e suporte às modalidades de rendimento.

A cultura tem seu merecido valor, por ser um meio de educação e promoção social, além de reforçar a identidade e união do povo.