Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

Historicamente, em recessões da economia brasileira, provocadas pelos mais diversos fatores, o Estado de Santa Catarina tem apresentado um comportamento peculiar.

Geralmente é o último estado a entrar nas crises, e o primeiro a sair. Isso se deve, fundamentalmente, a diversificada atividade econômica, aliada a diferenciado poder de resiliência, alto padrão tecnológico, e forte vocação empreendedora.

Na quinta feira (5), a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) lançou o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina, referente ao mês de outubro, que mostra de forma detalhada esta gradual recuperação.

No entanto, o desafio maior não pode estar restrito na recuperação em si, mas, na promoção de um crescimento sustentável. A crise pandêmica impõe uma ressignificação nas relações econômicas e sociais. As organizações que melhor interpretarem essa nova ordem, sobreviverão e seguirão mais fortes.

Entretanto, Santa Catarina não é um estado economicamente isolado e independente. Para que a retomada seja sólida e duradoura, dependerá sobremaneira das urgentes reformas que tramitam no Congresso Nacional, notadamente, a tributária e a administrativa.

Portanto, para que a economia catarinense possa imprimir um ritmo de crescimento compatível a seu potencial, é esperada da iminente Reforma Tributária, que essa desonere a força produtiva empresarial, e que inverta a lógica perversa de tributar mais a quem ganha menos.

É preciso considerar que o mundo está mudando e, com ele, muda o mercado de trabalho e a dinâmica de geração de riquezas e empregos. E isso vale para todo o Brasil.

 

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