O mundo, de fato, está preocupado com a sustentabilidade. O que falta é converter essa preocupação em ações sustentáveis. A incorporação dessa cultura em âmbito global ainda é insipiente. Prova disso, focando a realidade brasileira, é que cerca de 80% dos empreendimentos do país estão preocupados com a questão da sustentabilidade, porém, apenas 36% possuem ações concretas para promovê-la.

Não há dúvidas de que a continuidade da vida e evolução dependerão, determinantemente, da sustentabilidade em todas as dimensões. Unilateralmente, ainda se relaciona sustentabilidade com clima, desmatamento, poluição, efeito estufa e demais fatores ambientais. Ignora-se problemas crônicos como a fome, miséria, marginalidade, ética, justiça, desigualdade, preconceito e guerras.

Além disso, pouco se relaciona com a saúde. Temos sustentado que já não cabe mais vislumbrar desenvolvimento sem que haja, a priori, profunda compreensão e absorção do conceito de sustentabilidade, que envolve, essencialmente, nova atitude e comportamento por parte da espécie humana, no tocante a sua relação com o ecossistema, com meio social e com a saúde.

Em Jaraguá do Sul, um dos exemplos que ilustra essa nova realidade existencial, é o Programa Germinar. Com 50 hortas comunitárias espalhadas por 22 bairros, a sustentável iniciativa criada há quase meia década pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento da Prefeitura de Jaraguá do Sul, tem se demonstrado um modelo de sucesso.

Que essa prática continue se expandindo, promovendo o cultivo sem agredir o solo e o meio ambiente, assegurando sustentabilidade e, por decorrência, saúde.