Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

Embora essa mazela da moderna sociedade, seja uma realidade global, aqui no Brasil a população em situação de rua, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cresceu 140% a partir de 2012, chegando a quase 220 mil pessoas no início de 2020.

Certamente, este número já aumentou muito por conta da crise pandêmica. Os dados também dão conta de que cerca de 80% dessas pessoas, estão em municípios com mais de 100 mil habitantes, notadamente, nas regiões Sudeste (56%), Nordeste (17%) e Sul (15%).

No município de Jaraguá do Sul, a incidência de moradores de rua é muito baixa, mas existe. Entretanto, quando há olhar sensível e políticas públicas, a questão “quantidade” não é determinante.

Se há políticas públicas e sensibilidade social, é porque há o entendimento de que o termo “morador de rua” é um estranho e incômodo paradoxo, já que “morar” sugere teto, lar, acolhimento, proteção, dignidade.

‘Moradores de rua não moram’. Esta consciência é mais nítida em nosso município. Constata-se que há aqui, políticas públicas, sensibilidade e ações coordenadas na gestão desse problema, além de oportunidades para quem quer sair da indigência.

Na manhã de sexta-feira (16), o 14º BPM (Batalhão de Polícia Militar) e servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, em operação conjunta, verificaram a situação dos moradores de rua.

A ação teve o propósito de abordar e conhecer a real situação de vulnerabilidade dessas pessoas, procedendo os devidos encaminhamentos de acordo com cada caso. Obviamente não extinguiremos do mundo essa mazela, cuja raiz é a desigualdade, pois trata-se de uma tarefa de todos, para melhorar a vida de todos.

Entretanto, dar o digno tratamento, e legais encaminhamentos, aos que estão a nosso alcance, já é um grande passo.

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