Os crescentes casos de feminicídio e violência familiar, são provas incontestes da cultura patriarcal machista, ainda muito evidente em nossos dias. O respeito à dignidade das pessoas, independentemente de classe, etnia, sexo, gênero ou orientação sexual, não pode ser negligenciada em hipótese alguma.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. Um lastimável e vergonhoso indicador que nos obriga reconhecer que o Brasil não cuida de suas mulheres. Pesquisas dão conta de que a cada dia, três mulheres são assassinadas, vítimas de feminicídio.

A cada 2 segundos uma mulher sofre agressão física. Como se não bastasse, na maioria das vezes, a violência não se encerra no ato da agressão ou do assassinato. Ela se mantém em curso pela impunidade e pela limitação do Estado em garantir proteção e justiça.

A sociedade precisa se mobilizar e constantemente se indagar sobre: como extirpar ou atenuar esse mal social? Como conscientizar as pessoas para uma ampla reflexão voltada a construção de uma sociedade tolerante e solidária? Como desconstruir a retrógrada ideia de que mulher deve ser submissa ao homem? Porque as políticas de estado relativas à prevenção e proteção, sempre se mostraram pífias?

Por não termos respostas a essas relevantes questões, oito mulheres foram assassinadas por discriminação de gênero em Santa Catarina em janeiro de 2022, representando um aumento de 300%, sendo um dos casos em Jaraguá do Sul. Em média, isso equivale a um crime a cada quatro dias.

É o maior número de ocorrências registradas para o mês, desde 2015, quando entrou em vigor a lei do feminicídio. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP), e estão disponíveis na plataforma Observatório da Violência Contra a Mulher. Santa Catarina registrou ainda, no mesmo período, 77 ocorrências de estupro e 1.537 de lesão corporal dolosa. É preciso combater com rigor essa mazela.