Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

É incontestável que a humanidade tenha ultrapassado a biocapacidade do Planeta. O processo de desenvolvimento com exploração das riquezas naturais é necessário e compreensível, porém, deve coexistir com a necessidade e responsabilidade de preservação, para garantir sustentabilidade às atuais e futuras gerações.

E um desses raros recursos é a indispensável água doce, que representa ínfimos 2,4% de toda a água do planeta, ou, do chamado planeta água. Vale considerar, ademais, que desse escasso percentual, uma boa parte encontra-se poluída.

Nos resta, então, míseros 0,02% de água potável, disponível em rios e lagos, para abastecimento das cidades e consumo das populações. Se adicionarmos à essa desalentadora escassez, a histórica negligência para com a proteção e preservação do meio ambiente, então quem sabe possamos nos dar conta do inestimável valor desse recurso natural.

Localmente temos o privilégio de sermos um município cortado e irrigado por rios, riachos e córregos. Basta explorar nossa dimensão geográfica para se deparar com uma diversidade de pontes e pontilhões interligando ruas e comunidades.

Também somos beneficiados por estarmos inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu, a mais importante do norte catarinense. Temos, na nossa comunidade empresarial, e poder público, verdadeiros cases de referência em preservação dos recursos hídricos.

Por outro lado, não cessam lastimáveis agressões sustentadas na ultrapassada cultura do oportunismo, de que as cidades foram construídas próximas aos rios, tendo nestes, a fonte de descarte de resíduos, como sendo um processo sem custo. Uma atitude imediatista, reducionista e irresponsável ainda testemunhável.

Por fim, vale salientar que, as políticas públicas e empresariais de preservação, não estão dissociadas das atitudes individuais dos cidadãos. Cuidando de nossa água, estaremos todos cuidando da vida.