Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vê no novo coronavírus (Covid-19), “uma ameaça sem precedentes e um inimigo comum da humanidade”.

No Brasil, enquanto se aguarda o desfecho da vacina, o Ministério da Saúde segue constantemente anunciando medidas protocolares para intensificar a vigilância, o diagnóstico e o tratamento desta doença, para que a vida e os negócios possam seguir seus cursos.

Entretanto, os impactos causados pela pandemia, assemelham-se a uma guerra, já que representam real ameaça à vida, à saúde, às instituições, à liberdade e à economia. Como em toda a guerra, nesta também há os dissidentes, céticos e infiéis.

Por isso, o enfrentamento desse inimigo exige ações firmes e objetivas, harmonizadas com comprometimento, responsabilidade, disciplina e, sobretudo, unidade social.

Num estado de guerra todos são conclamados a contribuir, e qualquer contribuição pode fazer a diferença. Pode soar paradoxal, mas, nessa guerra, em particular, a concentração pública em campo de batalha é uma ação equivocada.

A melhor estratégia de combate, agora, é distanciamento, isolamento e demais cuidados sanitários. Esses profissionais da saúde, grandes heróis da resistência, seguem salvando vidas, porém, já se encontram em seus limites, alguns dando a própria vida nessa batalha.

Embora se deva respeitar as opiniões polarizadas no tocante a pandemia, a verdade fática, ou denominador comum, só acabam se revelando num leito de hospital. É lá que se anulam as posições ideológicas. É lá que as razões se tornam insignificantes.

O pelotão de frente, dos profissionais de saúde, não pode arcar com as consequências advindas da postura negligente dos cidadãos. É com esse espírito de reconhecimento que o OCP inicia, nesta terça-feira (15), uma série de matérias enaltecendo a nobre contribuição desses profissionais, merecedores de respeito e gratidão.

 

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