Inquestionavelmente, a mobilidade urbana sustentável, uma via só de ida, é o grande desafio das cidades contemporâneas. De antemão, vale evidenciar que, na contra mão, ainda temos uma frota de automóveis e motocicletas no Brasil, cujo crescimento mais que quadruplicou nos últimos dez anos.

A meta de nosso país, constante do Acordo do Clima de Paris, é reduzir as emissões em 43% até 2030. Uma meta um tanto desafiadora, diga-se de passagem. Pode parecer absurdo, mas vale destacar, ademais, que cada vez que se tira da garagem um carro movido a combustível fóssil, está se contribuindo para matar 7 milhões de humanos no mundo anualmente, além de acelerar as alterações climáticas. E isto porque um veículo movido à combustível fóssil, libera por quilômetro rodado, uma média de 100 a 120 gramas de gases como: Dióxido de Carbono (CO²); Monóxido de Carbono (CO); Hidrocarbonetos (HC); Dióxido de enxofre (SO2); Aldeídos (CHO); Óxidos de Nitrogênio (NOx) e Material Particulado (MP).

Mobilidade urbana sustentável pressupõe sistemas sobre trilhos, como metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus movidos a energia limpa, com integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores, teleféricos, sistemas de bicicletas públicas, entre outros.

Conscientes dessa realidade, e da urgência em se construir um futuro “limpo,” um esforço conjunto entre a Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, o Instituto da Indústria Fiesc e Senai Eggon João da Silva, a empresa WEG, e a Viação Canarinho, viabilizou, nesta semana, o início da circulação do eBus, ônibus totalmente elétrico desenvolvido em parceria entre a WEG e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O futuro começou. Agora é acelerar.