Por Nelson Luiz Pereira - conselheiro editorial do OCP

É louvável qualquer campanha, cujo objetivo seja o de proteger vidas. É justamente com essa orientação que a campanha de trânsito “Maio Amarelo” deste ano, estabeleceu como slogan, “Perceba o risco. Proteja a vida”.

Ainda são alarmantes os números que o Brasil apresenta em relação aos acidentes de trânsito. Se por um lado avança as tecnologias automotivas, estruturas e sinalizações viárias, leis, policiamento e outras variáveis, por outro, entretanto, a percepção que se tem, é de que não há avanço na conscientização do principal autor dos acidentes, o cidadão condutor.

Portanto, “perceber o risco e proteger a vida”, requer, antes de tudo, um olhar crítico sobre o processo histórico de nossa mobilidade urbana. Passamos dos limitados bondes, para a massificação dos automóveis, motocicletas e outros meios. Associado a isso, a urbanização e a nova dinâmica das sociedades, nos impuseram a pressa, e esta, a velocidade de locomoção.

Os automóveis modernos estão cada vez mais acessíveis e prestes a voar. Entretanto, quanto mais seguros e inteligentes estes se apresentam, mais vítimas são geradas. Há um paradoxo aqui que não faz sentido. E a incógnita dessa equação é muito simples de ser elucidada.

A educação, conscientização e tolerância dos usuários, vem se mostrando inversamente proporcionais ao crescimento e desenvolvimento dos meios de locomoção. Conclui-se então, que massificamos os meios mas não estamos massificando a cultura da segurança e respeito no trânsito. É preciso reverter esse déficit de cidadania, cujos custos para a sociedade são irreparáveis.

 

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