O mito da lendária fonte da eterna juventude pode não ter se confirmado, mas a realidade nos mostra que há sociedades que apresentam índices diferenciados de longevidade de sua população.

Culturalmente, convencionou-se, pela ordem natural do pensamento humano, que a velhice vem com a idade, e que ela é decorrente da quantidade de tempo vivido. No entanto, o tempo é relativo e a vida é efêmera.

Então, há os que optam por tempo de vida, os que preferem vida no tempo, e os longevos plenos que alcançam tempo de vida nutrindo muita vida no tempo. Esses últimos não são maioria, mas provam que é possível chegar lá. Entretanto, a longevidade não é uma característica exclusiva da pessoa, mas depende também do meio em que está inserida.

Jaraguá do Sul não é uma região de Okinawa, no Japão, conhecida popularmente como “a terra dos imortais”, dada a grande quantidade de centenários, mas reúne condições diferenciadas, que tem garantido um crescente contingente de centenários. Nossos bons indicadores de emprego, saúde, educação, segurança e saneamento, contribuem para a qualidade de vida e, consequentemente, para a longevidade.

Sendo assim, pode-se considerar que as pessoas longevas que aqui vivem, não só emplacaram a segunda metade da vida, mas, que alcançaram a segunda juventude. Eles se permitem encontrar aquela liberdade antes nunca experimentada. Não mudaram a música, apenas o tom. Sabem que a qualidade e autonomia de vida, requer bagagem sem peso.

Então, se livram das tralhas acumuladas na primeira juventude: rancores, ego, ostentação, intolerância, preconceitos, vícios, vinganças, e planam leves e sem pressa. A pressa agora é de vida no tempo. Com eles só a bagagem da experiência, prazer, sabedoria e anseio pelo novo. Certamente Jaraguá não se tornará uma terra de imortais, mas não custa se aproximar.