Em que pese as crises de toda ordem, Jaraguá do Sul sempre demonstrou uma habilidade natural em assimilar com mais rapidez, as tendências, mensagens e respostas do mercado. E o momento atual não é diferente e nunca foi tão crítico.

Mas mesmo em meio à crise pandêmica, com impactos severos na sociedade e na economia, Jaraguá do Sul fechou o ano de 2021 entre os dez melhores municípios que mais geraram empregos. É bem verdade que ao longo do ano que passou, perdas consideráveis foram contabilizadas.

No entanto, o avanço da vacinação foi crucial para relativo arrefecimento da situação, notadamente, no que tange a perda de vidas. Temos sustentado que geração de empregos é uma condição primordial, não só para manutenção financeira e sustento das famílias, mas, para a dignificação da vida, realização de projetos, fortalecimento da economia e desenvolvimento da sociedade.

Entretanto, geração de empregos é uma via de mão tripla. Significa dizer que cabe ao Governo promover políticas que estimulem a educação e incentive a criação e ampliação de empreendimentos. Aos setores empresarial e de serviços, cabe a intensificação de programas de treinamento, capacitação, criação de postos de trabalho e seleção.

E, por fim, compete aos demandantes por carreiras profissionais, a efetiva preparação para o mercado. Vivemos um novo paradigma na relação capital e trabalho. Surfará a nova onda quem melhor interpretar o novo cenário. A ordem é de menos ociosidade, mais foco e mais produtividade em tudo. Sendo assim, a força geradora de empregos, não pode depender tão somente do potencial empreendedor e da retomada da economia, mas, da atitude e formação de profissionais adaptados às novas exigências do mercado.

Crises são intrínsecas ao processo de evolução. O diferencial sempre estará na habilidade em administrar respectivas crises, e delas tirar proveito. Que Jaraguá e região sigam suplantando as crises com crescimento e geração de empregos.