Os severos impactos da crise econômica de 2015 e 2016, acentuados com a crise pandêmica de 2020 e 2021, ainda são sentidos, porém, o potencial de geração de empresas de Jaraguá do Sul, não se arrefeceu.

Pode-se dizer que isso se deve, entre outros fatores, ao modelo e dinamismo peculiares da matriz econômica do município, que tem, por natureza, a capacidade de assimilar com mais rapidez, as tendências e mensagens do mercado.

Nos seis primeiros meses deste ano, 2.192 novas empresas foram abertas, representando um crescimento de 60% sobre mesmo período do ano passado. Isto coloca Jaraguá entre as dez cidades mais geradoras de empresas do estado de Santa Catarina. Maiores detalhes poderão ser conferidos na matéria da página 8 desta edição.

As dez mais são: Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí, São José, Palhoça, Chapecó, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul e Criciúma.

É importante considerar que, o ciclo de ‘vacas magras’ está se extinguindo e assim, o ritmo vindouro de geração de empresas, certamente se orientará e se fortalecerá sobre novos paradigmas da Indústria, com suas revoluções 4.0 e 5.0, com incorporação de tecnologias em larga escala na dinâmica dos negócios, regida pela combinação do Big Data e inteligência artificial, demandando, por conseguinte, um novo padrão de empreendedorismo.

Entretanto, esse desempenho, poderia ser mais significativo, se Jaraguá já pudesse contar com a efetivação das reformas estruturais do Governo Federal, notadamente a reforma tributária, desonerando e motivando ainda mais o empreendedorismo, como impulso determinante e sustentável para um crescimento consistente e duradouro.