Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

É notório que a crise pandêmica tem impactado de forma severa a sociedade e a economia. Em meio a este cenário sombrio, o empreendedorismo tem sido o caminho para suplantar o desemprego, a instabilidade e incertezas.

Prova disso é o expressivo crescimento verificado no volume de abertura de empresas no país. Em 2020 foram abertos 3,3 milhões de novos negócios, representando uma variação de 8,7% sobre 2019, de acordo com a Serasa Experian. Salienta-se que o universo que compõe essa força empreendedora, 79% corresponde a MEIs (microempreendedores individuais), que na justa tradução da sigla, deveria ser EIMN (empreendedores individuais de micro negócios), já que o tamanho não está na pessoa do empreendedor, e sim, no negócio.

Ou seja, não existe micro, pequeno, médio ou grande empreendedor. O que existe é empreendedor, ou empresário, de micro, pequeno, médio ou grande negócio. Se no contexto nacional a forte identidade empreendedora assume protagonismo em meio a crise, nossa realidade local não é diferente.

Alguns números importantes de nosso município comprovam isso: a abertura de empresas, em 2020, também superou 2019 em 3,9%, enquanto o fechamento de empresas registrou uma queda de -23,3%. Este desempenho traduz, entre outros elementos, o poder de resiliência de nossa economia local.

Este quantum empreendedor é composto, substancialmente, por micro e pequenos empreendimentos, que respondem por 83,4% e 14,3% respectivamente, do universo de empresas jaraguaenses, de acordo com dados da Prefeitura Municipal e do Observatório Fiesc.

Entretanto, esse desempenho, tanto no âmbito nacional como local, poderia ser mais significativo, se pudéssemos contar com a efetivação das reformas estruturais do governo federal, notadamente a reforma tributária, desonerando e motivando ainda mais o empreendedorismo