Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

A impossibilidade do presencial e a diversidade de ambientes, recursos, distâncias e fusos horários, não impedirão a realização da 16ª edição do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc).

Se o coronavírus atenta contra a saúde física das pessoas, a boa música tem o poder de curar a alma. A persistência desse destacado evento, é uma prova de que, felizmente, Jaraguá do Sul, assimilou a essência do Femusc, tendo esse, por sua vez, já assumido status de maior festival-escola de música da América Latina, e um dos mais importantes do mundo.

Reforça, outrossim, a convicção de que, no universo da música, não há limites. Por isso, a música não pode parar.

Reinventando-se, contingencialmente, em formato online, o Femusc segue sendo de todos e para todos, fundamentado, gerido e orientado sob uma perspectiva cultural, social e econômica.

Ele é transformador, pois trabalha a educação; é agregador, pois busca a inclusão; é democrático, pois está ao alcance de todos; é contagiante e interativo, pois exprime uma linguagem universal; é economicamente viável, pois gera divisas para a região.

Ademais, o momento que se atravessa, caracterizado pela polarização política, intoxicação ideológica, crise pandêmica, instabilidade econômica e incertezas culturais, obras dessa grandeza precisam e merecem ser vistas, ouvidas, sentidas, absorvidas e reconhecidas.

Valorizar, prestigiar, apoiar e contribuir com o Femusc, é o melhor antídoto contra qualquer negatividade. Então, que as imortais obras sinfônicas, óperas, balés, músicas de câmara e populares, continuem contagiando, feito vírus bom, todos que prezam pela cultura.

 

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