O setor industrial brasileiro foi submetido a uma das maiores provas de resiliência da história. A crise pandêmica assolou a economia nacional a partir de 2020, atingindo seu pico devastador no primeiro trimestre de 2021.

Embora seus efeitos comprometedores ainda se façam presentes, o processo de vacinação em massa vem gradativamente injetando ânimo na retomada.

Números da indústria tem comprovado que nosso Estado vem respondendo de forma diferenciada as adversidades dessa fase crítica que atravessamos. A intenção de investir em Santa Catarina permanece acima da média nacional.

Não há, entretanto, uma razão específica que explique esse peculiar e localizado dinamismo. Esta condição é resultante de um conjunto de fatores conjugados. Pode-se considerar, de antemão, a vocação empreendedora, que confere, por conseguinte, um maior poder de reação frente a crises de toda ordem, bem como, maior grau de adaptabilidade aos novos tempos.

Outro fator importante, que proporciona este diferenciado status, é a capacidade de inovação. O empreendedorismo catarinense se orienta e se conduz pelo potencial de absorção de novas tecnologias.

Por isso, seu posicionamento econômico estratégico tem sido o de evoluir e se afirmar, gradativamente, como grande polo tecnológico industrial, sem negligenciar, contudo, a importância crucial da sustentabilidade.

O setor industrial representa a engrenagem fundamental para o desenvolvimento econômico. Por isso, políticas públicas que possam incentivar e desonerar o segmento produtivo, se tornam prementes.

Espera-se assim, celeridade nas reformas estruturais, notadamente a tributária, para que o crescimento seja consistente e duradouro.