Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

O governo do Estado decretou mais uma mudança na matriz de risco para a região Nordeste. Se a anterior alteração reduzia o estágio de “gravíssimo” para “grave”, agora reduz esta classificação de “grave” para “alto”.

Mudança que permite avançar na flexibilização de novas atividades, entre elas o retorno planejado e gradativo das aulas presenciais a partir da próxima quarta-feira (28).

Esta reclassificação, estabelecendo redução do risco, tem inflamado o senso comum, por conta de um aparente paradoxo: a redução do risco é decretada justamente num momento em que se registra ligeiro aumento dos casos de contaminação.

Na realidade, esta questão sugere uma análise sóbria, destacando-se alguns pontos relevantes que não podem ser ignorados pela sociedade: i) Redução da matriz de risco, não sugere, em hipótese alguma, redução das medidas de prevenção; ii) O vírus continua circulando no meio social, certamente até mais resistente, e só será erradicado com a massificação de uma vacina que, a propósito, consiga vencer as agruras da guerra político ideológica; iii) Não pode haver o errôneo julgamento psicológico de que, se há redução da matriz de risco, é porque o vírus está indo embora.

Essa equivocada dedução, só potencializa o risco de contágio, podendo alimentar a temida segunda onda, como já acontece em alguns países do mundo; iv) O argumento, muito manifestado pelo senso comum, de que se as praias lotam, então tudo pode voltar ao normal, é totalmente descabido. Uma irresponsabilidade não pode justificar outra. Sugere-se então, que cada cidadão continue sendo um combatente da Covid-19, cuidando de si e dos outros, sem arrefecimento. Esta é a condição para que a vida, o trabalho e os negócios sigam seus cursos sustentavelmente.

 

Quer mais notícias do Coronavírus COVID-19 no seu celular?

Mais notícias você encontra na área especial sobre o tema:

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram Jaraguá do Sul